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A história que se escreveu sobre o que não aconteceu no Teatro Rivoli

A história que se escreveu sobre o que não aconteceu no Teatro Rivoli

Sétimo volume dos Cadernos do Rivoli reúne vinte autores. Foram desafiados por Tiago Bartolomeu Costa a escrever sobre "o tempo em que estivemos separados".

Quando nada estava a acontecer no Rivoli, escreviam-se os Cadernos do Rivoli, "publicação mítica na história das publicações especializadas", que o Teatro Municipal do Porto (TMP) edita desde os tempos da diretora Isabel Alves Costa (1946-2009). Ao contrário de edições anteriores, o Caderno n.º 7, que a pandemia fez passar desapercebido pelo confinamento, debruçou-se sobre uma temporada (2019-2020) em que a programação foi parcialmente suspensa e o público dispensado, em teoria complexificando o trabalho de Tiago Bartolomeu Costa, o editor do presente volume da coleção, para o qual desafiou vinte autores.

"Como podemos contar a história de alguma coisa que não existiu? Como é escrever sobre este tempo sem o tornar abstrato, sem fixar o que é estrito, tornando-o incompleto quando for lido?", perguntou-se o investigador e curador de artes performativas. Parecendo ímproba, a resposta foi, afinal, "simples", assegura ao JN. "Escolher os espetáculos sobre os quais me interessava falar e depois criar relações temáticas, rimas internas". Editar é isso, diz, "usar a imaginação e criar sentidos sobre linhas invisíveis".

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