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A pop pessoal e transmissível de "Murais"

A pop pessoal e transmissível de "Murais"

"Foi como pintar uma paisagem de forma realista e depois convidar outros a esborratá-la e a trazer surrealismo".

É com esta metáfora que Hélio Morais, baterista dos Paus e Linda Martini, descreve "Murais", nome do projeto e do disco com que se estreia a solo e que será hoje apresentado na Casa da Criatividade, em São João da Madeira, e amanhã, no Hard Club, no Porto.

O ponto de partida foi um piano de Sufjan Stevens que apareceu na sala de ensaios dos Linda Martini e a vontade de Hélio de se colocar numa posição "desconfortável": "Quis obrigar-me a compor num instrumento que não dominava, o que é algo que permite fazer descobertas e renovar a motivação de ser músico". O baterista já metia a colher nas composições das suas bandas, e o gosto pela escrita vinha desde a época em que surgiram os blogues, mas aqui propôs-se fazer "canções do princípio ao fim e gravar os instrumentos todos, das teclas ao baixo, dos sopros à bateria". Quis, sobretudo, fazer canções pop e falar de temas mais pessoais, tudo aquilo que era "menos consensual nas bandas, coisas que não podia estar a impingir aos outros".

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