Cultura

Adeus a Manuel António Pina junta amigos da cultura, política e desporto

Adeus a Manuel António Pina junta amigos da cultura, política e desporto

Amigos, familiares, figuras transversais à sociedade portuguesa, da cultura ao desporto, despediram-se, este domingo, do escritor e jornalista Manuel António Pina. O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, ainda combalido da doença que o manteve internado esta semana, fez questão de estar presente na missa, celebrada pelo bispo D. Januário, e com uma forte presença do JN.

É um lugar comum, quando é grande o mérito, o reconhecimento e a estima da pessoa, dizer que a igreja foi pequena para acolher todos os que se quiseram estar presentes no último adeus. O funeral de Manuel António Pina, que enquanto poeta soube ser maior que os homens, mostrou o alcance transversal da escrita e da humanidade que o escritor e jornalista deixou a Portugal.

Figuras da política, da cultura e do desporto marcaram presença na missa celebrada, esta manhã, às 9.30 horas, na Igreja do Foco, pelo bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira. O corpo seguiu, depois, para o cemitério do Prado do Repouso, também na Invicta.

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, que ainda esta semana estava internado num hospital do Porto, fez questão de marcar presença no funeral de Manuel António Pina, a quem dirigiu uma emocionada despedida nas página do Jornal de Notícias, na edição de sábado.

A direção do JN, presente e passada, esteve representada pelo atual diretor, Manuel Tavares, e os dois anteriores, José Leite Pereira e Frederico Martins Mendes, além de outras figuras da hierarquia atual e anteriores. O Jornal de Notícias, onde Manuel António Pina trabalhou cerca de 30 anos, esteve também representado por inúmeros colegas e ex-colegas de profissão, que se despediram do amigo, mentor e companheiro.

Ser humano de qualidades admiradas, escritor, poeta e cronista reconhecido no país e além fronteiras, Manuel António Pina é uma figura transversal à sociedade portuguesa, que juntou personalidades como o presidente da Fundação de Serralves, Braga da Cruz, o ex-ministro da Justiça Alberto Martins, Manuel Pizarro, o ex-presidente da Câmara do Porto Nuno Cardoso (do PS), o ex-ministro Miguel Cadilhe (PSD) ou Honório Novo e Ilda Figueiredo (do PCP).

O desporto, apesar do coração de Manuel António Pina pulsar a verde e no branco, com aquela característica típica a muitos sportinguistas, ente o cepticismo pelo presente e a esperança eterna num futuro melhor, juntou figuras como Hernâni Gonçalves, ex-ajunto do F. C. Porto e da seleção nacional, e Valentim Loureiro, o histórico presidente do Boavista.

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O amigo de muitas tertúlias, o escritor Álvaro Magalhães, e o companheiros de muitas aventuras, o também jornalista do JN Germano Silva, são apenas algumas figuras do mundo da cultura portuguesa presentes na despedida a Manuel António Pina.

O realizador João Botelho e o poeta Rui Lage também se despedem de Manuel António Pina, para uma missa onde foram notadas as presenças de editores e livreiros como Nuno Canavezes, da Livraria Académica, Paulo Gonçalves, da Porto editora, Vasco David, da editora Assírio e Alvim, e Manuel Rosa, antigo dono daquela editora.

O Sindicato dos Magistrados fez-se representar no funeral de Manuel António Pina e foram muitas as figuras ligadas à Justiça, em Portugal, a enviar mensagens de condolências à família, como o próprio presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que só não se deslocou ao funeral por se encontrar em Timor-Leste.

* com Susana Silva e Nuno Miguel Maia

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