Sugestões

Admiração pelos vinhos brancos 

Admiração pelos vinhos brancos 

Duas propostas de qualidade vindas das regiões do Douro e Vinhos Verdes

Em jeito de "disclaimer" adianto que sou admirador confesso de vinho branco. A sua clareza e transparência obrigam a uma delicadeza por vezes esquecida em outros vinhos. Chavões como "brancos só com peixe" fazem cada vez menos sentido (tenho dúvidas de que alguma vez tenham feito). Temos hoje um leque de vinhos brancos que casa bem com qualquer ocasião. De forma simples, há brancos bons. Ponto.

Sou também particularmente apreciador de duas regiões em Portugal.

Moinhos do Côa Branco | 2018 | 7 €

A Região do Douro - e aqui não são sequer necessárias justificações, é o Douro -, de onde recomendaria "Moinhos do Côa Branco 2018" da casa de Artur Rodriguês, um vinho com uma frescura e mineralidade fantásticas que ilustra bem o Douro Superior.

E a região dos Vinhos Verdes, que, porventura, deu o maior salto qualitativo em Portugal nas últimas décadas, produzindo hoje vinhos primordialmente brancos, que são referência em Portugal e no Mundo
(reflexo disso é a quantidade de menções e medalhas obtidas nos principais concursos e festivais vínicos internacionais). Muita da qualidade que a região hoje apresenta provém da capacidade de inovação, do
engenho e da necessidade dos produtores se destacarem da demais concorrência.

Opção NAKED - White Vinhão | 2017 | 15€

Um bom exemplo dessa criatividade é o "Opção NAKED - White Vinhão 2017" da AB Valley wines e do enólogo António Sousa. Este vinhão é branco, quando o vinhão é uma casta tradicionalmente tinta! Trata-se de um vinho verde branco encorpado e com uma intensidade de aroma a fruta vermelha invulgar.

É uma boa ilustração da evolução e da transformação da região, e deixa-me otimista em relação ao que os vinhos verdes ainda têm para oferecer.

Todos os domingos, na edição impressa, o JN dá-lhe sugestões de vinhos.