Porto

A nova vida do Cinema Batalha começa a 9 de dezembro

Sérgio Almeida

Cinema Batalha abre portas a 9 de dezembro

Foto André Rolo / Global Imagens

Doze anos depois, o agora redenominado Batalha Centro de Cinema volta a abrir portas. Uma "restituição ao Porto de um dos seus principais símbolos", classificou Rui Moreira nesta quarta-feira ao final da manhã.

Já é conhecido o dia a partir do qual o Batalha reassume a sua condição cinéfila, 22 anos depois da última exibição.

A partir de 9 de dezembro, o Porto volta a dispor de um espaço cultural que serviu para que sucessivas gerações se iniciassem nas artes. "Mais do que uma sala de cinema, pertence à memória coletiva da cidade e é um dos seus principais elementos identitários", enfatizou o presidente da Câmara do Porto durante a apresentação da programação até junho do próximo ano.

Com um projeto de arquitetura de Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, o Batalha Centro de Cinema foi alvo, nos últimos três anos, de profundas obras de requalificação, orçadas em 5,1 milhões de euros.

A autarquia portuense assume os encargos das obras e irá pagar ainda uma renda mensal de 10 mil euros à família proprietária do imóvel, Neves Real, que sempre se recusou a alienar o edifício. "Este é um excelente exemplo de uma parceria público-privada", atirou o autarca, que se mostrou esperançado no prolongamento do aluguer.

Além de duas salas de cinema, o espaço vai contar com uma biblioteca, filmoteca e bar. Uma das novidades diz respeito à reabilitação de um painel da autoria de Júlio Pomar datado de 1948, que foi ocultado pelo anterior regime devido às posições políticas do artista.

Com direção artística de Guilherme Blanc, o novo projeto propõe-se ter uma programação heterogénea em que é possível encontrar retrospetivas, ciclos temáticos, exposições, performances e até o lançamento de edições.

O custo total do programa ultrapassa o meio milhão de euros.