Artes plásticas

João Laia vai ser o próximo curador da Bienal de Arte de Gotemburgo

JN/agências

João Laia trabalhou nos últimos três anos em Helsínquia, na Finlândia

Foto Direitos Reservados

O curador português João Laia foi nomeado curador-geral da 12.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Gotemburgo (GIBCA), na Suécia, que decorrerá de 16 de setembro a 19 de novembro de 2023.

Prevista para envolver os centros de arte e espaços colaborativos de toda a cidade, a próxima edição da bienal "celebrará narrativas plurais para o agora e o amanhã", segundo um comunicado divulgado pelo curador e também publicado na página da bienal, citando a diretora artística da GIBCA, Ioana Leca.

"Estamos entusiasmados em colaborar com João Laia para aproximar a sua pesquisa curatorial da cidade de Gotemburgo e das suas coordenadas", acrescentou a responsável de um certame que, ao longo das edições entre 2015 e 2021, convidou propostas envolvidas com o potencial da arte para contribuir para a narração histórica.

A bienal tem vindo a apresentar as respostas artísticas às diferentes crises atuais e as reflexões dos criadores sobre a formalização dos valores europeus, a par das histórias dos respetivos estados-nação.

Por seu turno, João Laia disse, no mesmo comunicado, estar "muito feliz" com esta nomeação para curador da edição de 2023: "É uma honra contribuir para a narrativa da bienal que recentemente destacou perspetivas transnacionais silenciadas, abordou conceções monolíticas de sociedade, e analisou os ecos atuais da participação de Gotemburgo no circuito global do comércio de escravos".

"Como parte da equipa da Bienal, espero apresentar um evento que examina o agora, desconstruindo entendimentos hegemónicos do social e disseminando narrativas alternativas para celebrar a nossa capacidade coletiva de imaginar e ensaiar mundos por vir", acrescentou, sobre as ideias que irá desenvolver para o próximo projeto.

João Laia é curador-chefe de exposições no Kiasma -- Museu Nacional de Arte Contemporânea de Helsínquia, na Finlândia, desde junho de 2019, e é formado em ciências sociais, teoria do cinema e arte contemporânea.

Com Valentinas Klimasauskas, Laia foi curador da 14.ª Trienal do Báltico, no Centro de Arte Contemporânea, em Vílnius, na Lituânia.

Em projetos anteriores, colaborou com a Fundação Sandretto Re Rebaudengo, em Itália, La Casa Encendida, em Espanha, ou a Whitechapel Gallery, no Reino Unido, entre outros. Editou as obras "Living Encounters" (2022) e "A Multiple Community" (2018).

É um dos fundadores do espaço independente, sem fins lucrativos, The Green Parrot, em Barcelona, dedicado a práticas artísticas contemporâneas do sul da Europa, Médio Oriente, Norte da África e América Latina.

Em Portugal, Laia, de 40 anos, colaborou com instituições como o Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia, o Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, o Torreão Nascente da Cordoaria Nacional - Galerias Municipais de Lisboa, a Galeria Zé dos Bois, a Galeria Francisco Fino, a Galeria Municipal do Porto e a Coleção António Cachola.

A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Gotemburgo foi fundada em 2001 como plataforma para a apresentação da arte contemporânea internacional, e pretende promover a junção entre o discurso local, nacional e internacional.