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Amplifest: música para reinventar géneros no Hard Club do Porto

Amplifest: música para reinventar géneros no Hard Club do Porto

Festival está de volta com o maior cartaz de sempre. Este fim de semana e no próximo há muita música ancorada no metal e nas suas variantes extremas, que quebra barreiras e inventa possibilidades

Após o hiato da pandemia, o Amplifest regressa ao Hard Club do Porto com a maior edição de sempre. Serão dois fins de semana preenchidos por 51 concertos (dois deles surpresa), exibição de documentários e conversas em torno da música.

Não haverá sobreposição de espetáculos, que irão alternar entre duas salas, e o tempo de cada um deles será definido pelos artistas - é uma filosofia: "No Amplifest todos têm igual importância e tocam o tempo que quiserem", diz André Mendes, da direção.

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"É uma edição excecional, que não se repete", diz o responsável, que justifica o gigantismo da proposta deste ano com a "necessidade de encher a alma, depois de dois anos parados". Sobre o cartaz, eclético, cosmopolita, aventureiro, André Mendes desvanece equívocos e aponta critérios a seguir.

"Muito mais do que variações sobre o metal, o Amplifest é uma experiência. Interessa-nos músicos que quebrem barreiras dentro dos seus espetros musicais, seja no hip hop, no metal, na eletrónica ou na clássica".

A um olhar geral, é inevitável detetar o predomínio de sonoridades extremas e escuras, muitas delas oriundas da Escandinávia e dos EUA. Mas, aproximando a lupa, nota-se que nenhum dos projetos encaixa sem atrito na gaveta atribuída - todos são desconfortáveis ao seu próprio género, todos procuram alimento nas vizinhanças.

Destaques do programa
Saliências do cartaz: Amenra (hoje, 20.15 horas), doom metal belga em forma acústico; Dälek (hoje, 22.30), que se lança do hip hop para o rock industrial e shoegaze; Deafheaven (dia 13), que após redefinirem fronteiras no black metal viajaram para paisagens mais brandas; ou Ana von Hausswolff (dia 14), que torna irreconhecível a folk submersa em darkwave e prog rock.

Avesso a destacar artistas, o Amplifest assegura no entanto nomes incontornáveis, como Godspeed You! Black Emperor (dia 15), que regressam ao Porto com o seu pós-rock catártico e crepuscular; Oranssi Pazuzu (amanhã), finlandeses que dão expressão psicadélica ao black metal; ou Caspar Brötzmann (dia 13), filho do célebre saxofonista de free jazz Peter Brötzmann, que ergue longas faixas apoiadas em solo de guitarra e paredes de amplificadores.

Há ainda a quota de portugueses, encabeçada por nomes como O Gajo (amanhã) ou Scúru Fitchádu (dia 15).

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