Arte do Dia

As histórias que o corpo conta

As histórias que o corpo conta

Hip-hop à prova de beatos, artistas que brilham ao espelho, uma conversa histórica e vagamente alcoolizada, memórias de um pioneiro e um imenso hino à alegria.

Bom dia. Na aula de hoje, Megan Thee Stallion canta e mostra, através de "Thot shit", o que fazer com os homens muito pios em relação às vidas alheias, em especial as das mulheres:

O Programa de Exposições Itinerantes da Coleção de Serralves, que leva o acervo da instituição portuense a todas as regiões do país, pousa desta vez em Castelo Branco. No Centro de Cultura Contemporânea daquela cidade vê-se desde 22 de junho e até 30 de agosto a exposição "Habitar a obra", com trabalhos de uma autora central do panorama artístico nacional no século XX (e visibilidade crescente em diversos países). E o título da mostra faz pleno sentido: Helena Almeida (1934-2018) habita, literalmente, a sua obra. Uma obra onde, desde o início, na década de 1960, se revela a aventura da mistura de suportes e linguagens. Ainda assim, é a fotografia que se encontra nos alicerces - tratada, baralhada, tingida de pintura, de desenho. Helena Almeida é a protagonista de muitos dos seus trabalhos; trabalhos que são como que arrojados jogos de espelhos.

Um registo sonoro precioso recentemente alojado no YouTube, vindo dos arquivos da BBC: em julho de 1958, Ian Fleming encontra-se com Raymond Chandler em Londres para uma conversa sobre thrillers e as diferenças de registo, nas obras detetivescas, entre ingleses e americanos. Chandler está envolto numa nuvem etílica mas dá conta do recado; faleceria sete meses depois, na Califórnia:

No ano do centenário do nascimento de Joseph Beuys, a revista "Frieze" publica as memórias de Katharina Sieverding, aluna do artista e teórico alemão cuja prática transbordou (melhor, aniquilou) as margens de formas de expressão clássicas, da pintura à escultura, da instalação à performance. Também alemã, Sieverding, agora com 76 anos, prosseguiu carreira como fotógrafa, sendo reconhecida sobretudo pelos autorretratos. Isto anda tudo ligado.

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A fechar, esperança numa canção que, não parecendo, tem sustento político. Cola Boyy é um multi-instrumentista californiano que acaba de lançar o álbum "Prosthetic boombox" (o título, assim como a foto da capa, aludem à sua deficiência - ele usa uma perna protésica). "Don't forget your neighborhood", música e vídeo, são levados por uma alegria que mergulha o ouvinte num mar de cores. O tema conta com várias colaborações, com destaque para as almas gémeas The Avalanches e John Carroll Kirby.

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