Xutos e Pontapés

Fãs e amigos choram a morte de Zé Pedro

Fãs e amigos choram a morte de Zé Pedro

Depois de a notícia da morte de Zé Pedro ter sido avançada, as últimas horas foram inundadas por palavras de apreço ao guitarrista dos Xutos e Pontapés, com várias figuras públicas a exaltarem as características musicais e de caráter do músico.

Maria Rueff realça "qualidade como músico e ser humano"

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David Fonseca lembra "uma das pessoas mais bonitas e carismáticas" do mundo

João Gil: "Nunca te esqueceremos"

Catarina Martins recorda "sorriso, generosidade, talento, luta"

Marisa Matias: "Foi sempre à tua maneira"

Pedro Boucherie Mendes lembra "mais do que um gajo porreiro"

Rock in Rio Lisboa: "Obrigado por tudo"

Antena 3: "Até sempre"

Hard Rock Cafe Porto: "o Rock fica mais pobre"

Adolfo Luxúria Cabral recorda homem "genuinamente bom"

De Zé Pedro, Adolfo recorda "um homem simples, genuinamente bom, que soube lidar como poucos com o sucesso". Além de um "ícone do rock'n'roll em Portugal", o líder da banda bracarense via em Zé Pedro um amor incomum pela música, que se manifestava até no apoio a novos projetos.

"Tinha um grande conhecimento musical, sobretudo do rock. Lia imensos livros sobre o assunto e fazia questão de assistir a concertos de bandas que admirava, fosse onde fosse".

Luís Montez lembra o "grande ser humano, de coração de ouro"

"Um dia triste, perdi um amigo, um grande ser humano, um coração de ouro, para mim, um santo", disse à Lusa o diretor da promotora Música no Coração, Luís Montez.

O responsável lembrou o "bom homem" e "pessoa de empatia enorme" que existia além do guitarrista, que, apesar da sua "paixão louca pela música e pelo Rock and Roll, e tudo o que gira à volta disso, nunca perdeu os valores da amizade, da solidariedade e do perdão".

"Se os Xutos duraram o que duraram (38 anos), muito devem a este coração de ouro que era o Zé", defendeu.

Ministro da Cultura: Zé Pedro conseguiu "transformar o universo do rock português"

"Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos e Pontapés, contribuiu de forma decisiva e inovadora para a história da música eletrónica em Portugal e para o sucesso continuado de uma das mais prestigiadas bandas rock nacionais", lê-se em nota enviada às redações pelo ministério da Cultura, tutelado pelo ministro Luís Filipe de Castro Mendes.

A nota destaca o "sentido musical notável" de Zé Pedro, que "teve uma vida intensa e uma brilhante carreira ao longo de quatro décadas", tendo conseguido "transformar o universo do rock português, a par da vida de muitos milhares de pessoas."

"Zé Pedro, que dizia ter sempre as mãos ocupadas com a guitarra, deixa-nos canções, como o Ai a minha vida, À Minha Maneira ou Contentores, que inspiram também um retrato especial do país e de um certo modo de ser português", remata o comunicado.

Henrique Amaro recorda o sorriso do fundador dos Xutos e Pontapés

"É uma pessoa muito importante, o sorriso e o fundador da maior banda de rock and roll de Portugal, uma figura que ficará eternamente na história da música produzida em Portugal", afirmou o radialista Henrique Amaro, que há mais de 20 anos tem programas dedicados à música portuguesa, em declarações à agência Lusa.

Para Henrique Amaro, a morte de um músico como Zé Pedro "é uma experiência que todos os portugueses estão a viver pela primeira vez".

"Andamos a viver a morte dos outros, dos ícones, dos pilares da nossa igreja há muito - David Bowie, Kurt Cobain - mas dos nossos, dos nossos músicos elétricos, é uma experiência nova. Felizmente não temos tido essa experiência."

Alexandre Cortez recorda "pessoa maravilhosa" com "enorme sentido de justiça"

O músico fundador dos Rádio Macau, Alexandre Cortez, lembra o guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, como "uma pessoa maravilhosa" e "generosa" com "enorme sentido de justiça", que gostava de o "praticar o bem".

"Eu recordo o Zé Pedro enquanto uma pessoa maravilhosa. Privei muito com ele, tínhamos muitas aventuras, tocámos juntos muitas vezes, viajámos juntos, e o Zé Pedro foi sempre uma pessoa com uma personalidade incrível, de uma grande generosidade, um caráter muito generoso e um caráter muito grandioso", contou à Lusa, acrescentando que o guitarrista "tinha sempre uma palavra de amizade, de compreensão nos momentos difíceis".

Benfica lembra "adepto ferrenho"

"Zé Pedro nunca desistiu, foi um lutador até ao final, tendo perdido a batalha da vida esta quinta-feira. O Benfica associa-se a este momento de pesar, endereçando as mais sentidas condolências a familiares e amigos", pode ler-se numa nota publicada na página oficial do Benfica, clube de que Zé Pedro era "adepto ferrenho".

Federação Portuguesa de Futebol lembra "figura incontornável da música rock portuguesa"

Também a FPF manifestou "o mais profundo pesar" pelo falecimento de uma "figura incontornável da música rock portuguesa".

"Zé Pedro esteve presente na última gala Quinas de Ouro, organizada este ano pela Federação Portuguesa de Futebol, como representante da banda que teve no tema 'A minha casinha' o hino oficioso da 'equipa das quinas' nos últimos dois Campeonatos da Europa, em que Portugal conseguiu atingir o terceiro lugar (Polónia/Ucrânia 2012) e o título de campeão (França 2016)", recordou a entidade, em comunicado.

Presidente da República lamenta morte de um guerreiro "da vontade de viver"

"Era um guerreiro da alegria, da vontade de viver, de superar dificuldades, de nunca desistir. Chegou cedo demais o descanso deste guerreiro, que certamente não será esquecido por tantos e tantos amigos que deixou", escreveu Marcelo, numa mensagem publicada no site da Presidência da República.

Depois de manifestar o seu pesar a "toda a família e amigos do Zé Pedro", lembrando que o músico "era assim afetuosamente tratado por todos os portugueses", o chefe de Estado recorda que "os seus primeiros passos na música coincidiram com o despertar do país para o movimento punk, tendo mais tarde fundado uma das maiores bandas de rock de Portugal, e sobretudo uma das que mais tempo sobreviveu e acompanhou várias gerações".

Câmara de Lisboa destaca percurso "intimamente ligado" à cidade

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) lamentou a morte do guitarrista Zé Pedro, destacando um percurso de vida "intimamente ligado" à cidade, onde nasceu e viveu.

A CML, considerando que Zé Pedro se "afirmou como uma das figuras mais icónicas da música portuguesa", recorda que, em 2009, os Xutos & Pontapés foram distinguidos com a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro.

"Com o seu desaparecimento a música portuguesa perde um dos nomes mais populares e marcantes", lê-se no comunicado.

Vocalista dos UHF recorda amizade "que durou uma vida"

António Manuel Ribeiro, em declarações à agência Lusa, lembrou que Zé Pedro foi uma das pessoas com quem os UHF começaram a tocar, em 1979, quando os Xutos & Pontapés apareceram. "Toda aquela aprendizagem, aquela descoberta, querermos subir a um palco e não termos aparelhagem, não haver condições, tudo isso cimentou toda esta amizade que durou muito tempo, durou uma vida. O que eu sinto agora é que há uma parte de mim que se vai embora", afirmou o músico dos UHF, que classificou Zé Pedro como um dos seus heróis.

BE destaca figura marcante pela música, compromisso cívico e insubmissão

"Zé Pedro foi uma figura marcante da cultura portuguesa. Deixa na música popular e no rock uma marca inestimável, não apenas enquanto músico, mas também como divulgador de centenas de bandas e projetos que, com o seu contributo, se apresentaram em palco, em disco ou na rádio", enaltece o BE, em comunicado.

Os bloquistas recordam "Zé Pedro pelo seu contributo musical e pelo seu compromisso cívico, que se cruzou com o Bloco de Esquerda em lutas determinantes contra a guerra, pela descriminalização do aborto e em defesa dos direitos socais".

Personificou como poucos o carisma e a elegância do rock, diz António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, lamentou hoje a morte do guitarrista dos Xutos & Pontapés Zé Pedro, de 61 anos, considerando que personificou como poucos, para várias gerações de portugueses, "o carisma e a elegância do rock".

Sampaio diz que "a partida do Zé Pedro deixa um vazio irreparável"

"A partida do Zé Pedro deixa um vazio irreparável, mas quero crer também que a força da Banda vencerá mais esta prova. Hoje, quero apenas prestar a minha sincera homenagem ao Zé Pedro e manifestar toda a minha solidariedade para com a família próxima e a alargada, a dos Xutos que é, afinal, um pouco também, a de nós todos", afirma Jorge Sampaio, que assinou o prefácio do álbum "Aqui Xutos & Pontapés, 35 anos", de Rolando Rebelo, editado em 2014.

"Há uns largos meses atrás tive o gosto de falar com o Zé Pedro por telefone, para o desafiar a participar num concerto solidário em prol do projeto humanitário de apoio a estudantes sírios. Não foi surpresa a sua imediata adesão à causa, antes confirmou o que sempre soube e tive por certo, que os Xutos são diferentes, únicos e incontornáveis", recorda Jorge Sampaio.

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