OE2022

Associação de museologia diz que verba "não chega para as necessidades"

Associação de museologia diz que verba "não chega para as necessidades"

A Associação Portuguesa de Museologia (APOM) considerou esta terça-feira que a proposta de Orçamento do Estado (OE) apresentada pelo Governo para 2022 "tem dados positivos, mas não chega para as necessidades do setor" da cultura.

O presidente da APOM, João Neto, contactado pela agência Lusa, avaliou que "o orçamento continua a não ser suficiente para alavancar o futuro dos museus e monumentos do país".

"O futuro de museus, palácios e monumentos não passa só por obras, mas também por mais recursos humanos e mais formação, e não apenas a da área digital", opinou o presidente da APOM.

Para o responsável, "o aspeto positivo é haver algum aumento de verba, sobretudo de fundos europeus", para o setor, mas considerou-o "insuficiente", continuando a cultura "a ter um orçamento do Estado que não corresponde às necessidades".

"Este dinheiro a mais tem mérito, mas vem do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] europeu", vincou.

De acordo com a proposta de OE para 2022, na área respeitante ao património cultural, está prevista a reabilitação e dinamização do património cultural e modernização dos museus, monumentos e palácios, nomeadamente a execução do Programa de Investimentos para o Património Cultural 2022-2026, "em especial no que diz respeito às prioridades de investimento sobre os monumentos, museus, teatros e palácios nacionais cuja requalificação consta do PRR, estando previsto para 2022 um valor de investimento de 16 milhões de euros".

O Governo indica ainda, no documento, que irá dar continuidade à realização de atividades culturais e artísticas no âmbito da programação Cultural em Rede, "fomentando o cruzamento de públicos através de programação diversificada (artes performativas, música, artes visuais) nos museus, monumentos e palácios".

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Está ainda previsto o desenvolvimento da Estratégia Nacional de Promoção da Acessibilidade e da Inclusão dos Museus, em resultado dos trabalhos realizados pelas entidades das áreas governativas da cultura e da solidariedade social, a concretização do Programa Ciência no Património Cultural, e a aplicação do plano estratégico de atuação no âmbito da arqueologia.

Outro objetivo previsto na proposta governamental é lançar a plataforma de acompanhamento dos planos de salvaguarda do património cultural imaterial português reconhecido pela UNESCO, que terá como objetivos principais, entre outros, "o estabelecimento de uma estratégia coordenada para a salvaguarda deste património e a partilha de boas práticas".

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