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Até as paredes choram dentro das discotecas

Até as paredes choram dentro das discotecas

Primeiros a fechar, últimos a abrir. Espaços noturnos do país vão resistindo e temperando as expectativas.

"Cheguei a encontrar ervas daninhas na fachada do bar e, no interior, as paredes pareciam chorar por causa da humidade. Era como se o próprio espaço sentisse tristeza, como numa história do Boris Vian". A descrição é de Ana Paula Afonso e remete para o local que explora desde 2013, o Roterdão, no Cais do Sodré, em Lisboa. Impressões amargas sobre um mundo que desapareceu há um ano e que enfrenta o mais longo dos túneis, onde a luz é esperança perigosa.

"Não posso criar mais expectativas. Assumo que antes de 2022 isto não volta a ser o que era. Se for antes, é a felicidade suprema. Mas se vivo com ilusões, arrisco-me a mais um trambolhão emocional", diz a empresária, que participa em missões de observação eleitoral da União Europeia.

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