Arte

BD portuguesa perde José Pires

BD portuguesa perde José Pires

Desenhador publicou em Portugal e na Bélgica durante mais de 60 anos.

Natural de Évora, onde nasceu a 10 de outubro de 1935, o desenhador José Augusto Direitinho Pires, faleceu aos 88 anos.

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Apesar de ter chegado tarde à banda desenhada, pois só publicou a sua primeira história, "O último prato de Tenton Gant", aos 27 anos, no "Cavaleiro Andante", dedicou-se a esta arte durante mais de 60 anos. Na mesma publicação, publicou ainda "Fumo de pólvora em Gallows Crossing", tendo assinado algumas das suas capas. Foi também de sua autoria a ilustração da "Zorro" #1, em 1962, seguindo-se um período em que se dedicou a desenhar carteiras de fósforos, coleções de cromos como "Trajes de todos os tempos" e "Os Cavaleiros do Céu", esta última publicada em Portugal e na então Jugoslávia, e trabalhou essencialmente em publicidade.

Regressou à BD, a sua paixão de sempre, já nos anos 1980, no "Mundo de Aventuras", tendo depois começado a trabalhar para a Bélgica, onde publicou nas revistas "Tintin" e "Hello BD" narrativas como "Irigo" (com argumento de Jean Dufaux), "La mort du battailleur" ou "Les templiers: Le Sang et la Gloire" (Benoit Despas).

Com o fim daquelas revistas voltou ao mercado nacional, tendo biografado figuras históricas como Pedro Álvares Cabral e Gil Eanes ou narrado em BD as histórias de Gouveia ou Celorico de Bastos. A sua bibliografia encerrou-se em 2019 com "A Portuguesa: História de um Hino", tendo José Pires dedicado os últimos anos a recuperar, em edições artesanais, grandes clássicos da BD nacional e mundial.

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