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Bienal da Maia reúne 40 artistas para exporem em contentores

Bienal da Maia reúne 40 artistas para exporem em contentores

A Bienal de Arte Contemporânea da Maia, que tem início no sábado, reúne a visão de mais de 40 artistas nacionais e internacionais que vão expor em contentores espalhados pelo concelho, indicou hoje a curadora, Andreia Garcia.

"É uma exposição única que convoca 40 artistas, se desenvolve por mais de 24 novas criações, e não fica num lugar fechado. Transforma-se, reinventa-se e parte em busca da cidade real, disseminando-se por todo o território. Este é também o motivo pelo qual a bienal se faz em contentores. O objetivo é ir ao encontro dos maiatos e democratizar a arte contemporânea", indicou Andreia Garcia à agência Lusa.

Com o tema "Import/Export2, a 8.ª edição da Bienal de Arte Contemporânea da Maia tem início sábado e prolonga-se até 27 de julho, estando assente em quatro 'clusters' de programação - arquitetura, design, artes plásticas e novos media - que se desdobram em 16 contentores, dispersos por setes locais do concelho da Maia, no distrito do Porto.

"Este modelo expositivo também responde ao tema da bienal que é 'Import/Export', que é um tema que está na ordem do dia e na arte contemporânea. Há uma necessidade de revermos as questões identitárias. Estamos a falar de territórios em constante mudança e de mundos globalizados. Estamos a falar de um rápido e muito volátil acesso à rede", referiu a curadora.

Andreia Garcia conta com a colaboração de curadores como Diogo Aguiar, comissário da Concreta - Feira de Construção, Reabilitação, Arquitetura e Design, bem como o espanhol Javier Peña Ibáñez, curador do festival Concêntrico em Logroño.

Por sua vez, a área de artes plásticas é orientada por Luís Albuquerque Pinho, arquiteto e curador residente no Node Center Berlin, e por Luís Pinto Nunes, coordenador do Museu e Gabinete de Exposições da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

Vera Sachetti, crítica e curadora associada da Bienal de Istambul'18, coordena a vertente de 'design', enquanto os novos media têm curadoria da investigadora Sara Orsi.

Apresentações de livros, conversas, performances, visitas e oficinas são as atividades da Bienal de Arte Contemporânea da Maia que, além de artistas portugueses, conta com a participação de nomes da Alemanha, Espanha, Estados Unidos da América, Dinamarca, Holanda, França, Inglaterra, Itália, Macedónia, Suíça e Venezuela.

A professora e investigadora Luísa Ribas, o artista plástico Horácio Frutuoso, a artista Bryana Fritz ou o músico que criou o 'alter-ego' Ghuna X, Pedro Augusto, são alguns dos convidados.

Praça do Doutor José Vieira de Carvalho, Parque Cidade Desportiva, Maninhos, Mandim, Estação do Metro do Castêlo da Maia, Feira de Pedras Rubras (freguesia de Moreira) e Parque da Pícua (freguesia de Águas Santas) são os locais da Maia onde estão contentores instalados.

Esta bienal é uma iniciativa promovida pela Câmara da Maia, tendo o presidente da autarquia, em declarações à Lusa, destacado que este evento parte da convicção de que "a criatividade é uma ferramenta essencial ao desenvolvimento", sendo, segundo António Silva Tiago, "fundamental para a definição de tendências económicas que sustentam a criação e distribuição de riqueza".

Os contentores estão abertos de terça a sexta-feira das 14:00 às 19:00, bem como nos sábados, domingos e feriados das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 19:00. A entrada é livre e o acesso aos eventos é limitado à lotação dos espaços.

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