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Bienal de Veneza distingue arquiteta Lina Bo Bardi pelo conjunto da sua obra

Bienal de Veneza distingue arquiteta Lina Bo Bardi pelo conjunto da sua obra

A arquiteta italo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992), autora do Museu de Arte de São Paulo (MASP), foi distinguida a título póstumo pela Bienal de Arquitetura de Veneza com um Leão de Ouro Especial pelo conjunto da obra.

Lina Bo Bardi nasceu em Roma, mas viveu no Brasil, onde se naturalizou após a Segunda Guerra Mundial, tornando-se uma das mais importantes arquitetas do país, por projetos como o complexo cultural e de lazer Pompeia, em São Paulo, inaugurado em 1982, e o Museu de Arte, fundado em 1947.

O prémio, segundo o sítio ´online´ da organização, foi recomendado por Hashim Sarkis, curador da 17.ª edição da Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, que deverá decorrer entre 22 de maio e 21 de novembro, depois de ter sido adiada de 2020 para 2021, devido às restrições da covid-19.

Arquiteta, 'designer', cenógrafa, artista e crítica de arquitetura, Lina Bo Bardi, casada com o historiador e colecionador de arte Pietro Maria Bardi (1900-1999), projetou também a Casa de Vidro, que foi sua residência e viria a ser a sede do Instituto Bo Bardi no Brasil.

No final de 2019, a artista Leonor Antunes, que representou Portugal na 58.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza nesse mesmo ano, apresentou uma exposição no MASP, intitulada "Vazios, intervalos e juntas", na qual a arquiteta Bo Bardi era uma figura central e fonte de inspiração.

Portugal vai ser representado oficialmente na 17.ª Bienal de Arquitetura de Veneza através de um projeto criado pelo atelier depA, coletivo do Porto, cujo programa será composto por um ciclo de debates a realizar entre Veneza, Lisboa e Porto, e uma exposição subordinada ao tema "In Conflict", a apresentar no Palácio Giustinian Lolin, em Veneza.

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