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Braga: 5100 pessoas uniram-se para mandar pintar obra de arte

Braga: 5100 pessoas uniram-se para mandar pintar obra de arte

Retrato de São Francisco vai ficar exposto no seu convento homónimo, em Braga, que está em reabilitação. Esta angariação de fundos, levada a cabo pelo projeto cívico Amigos do Convento, teve contributos de doadores de 14 países.

Uma pintura de São Francisco em óleo sobre tela (45x60cm) destinada às paredes da Igreja de S. Francisco, na freguesia de Real, em Braga, é o primeiro feito dos "Amigos do Convento", um projeto cívico criado em outubro do ano passado para ajudar a revitalizar o conjunto monástico do Convento de S. Francisco, que está a ser reabilitado pelo Município. Ao todo, 5100 pessoas, de 14 países, contribuíram para a obra criada pelo artista português Rúben Ferreira.

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"Mais do que ver reunido o dinheiro [2500 euros] com brevidade, o que se pretendia era que a comunidade se envolvesse em torno da iniciativa, que a tornasse sua e a acarinhasse, numa lógica de reforço do sentimento de pertença e sinal de coesão social", refere Cláudia Sousa, um dos membros do grupo, lembrando que, cada pessoa, apenas podia doar uma quantia até 50 cêntimos. "Desejava-se que a obra não tivesse a marca especial de ninguém, mas antes o cunho de todos os que para ela doassem de igual maneira, isto para que nascesse livre de quaisquer amarras", justifica a bracarense.

Segundo os "Amigos do Convento", a obra é resultado de donativos que chegaram de 14 países, sendo que, só em Portugal, participaram cidadãos de 74 municípios. O trabalho teve, ainda, "a bênção apostólica" do Papa Francisco, adiantam os promotores. Durante a apresentação da pintura, na próxima terça-feira, dia 4 de outubro, às 20.45 horas, será assinado e entregue à paróquia de Real, onde decorrerá o evento, um documento com os nomes de todos os doadores. "Foram poucos os que quiseram permanecer no anonimato", revela Cláudia Sousa.

As obras no Convento de S. Francisco arrancaram no início do ano e vão representar um investimento de 2,5 milhões de euros, sendo 850 mil euros suportados por fundos comunitários e a restante verba assumida pela Autarquia, através do Banco Europeu do Investimento.

O projeto de reabilitação prevê que o monumento seja aberto à visitação, com um circuito que atravessa o mausoléu - monumento nacional desde 1944 -, a igreja e a sacristia, que têm como bens classificados um cadeiral seiscentista e um relicário. No terceiro piso, será instalado um Centro de Documentação nos domínios da arqueologia, arquitetura e história. Vai, ainda, acolher uma biblioteca especializada e o núcleo de apoio ao convento por parte da unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, que assegurará o serviço educativo e a produção atualizada de conteúdos para complementar o circuito de visita.

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