Música

Casa da Música lembra nome "imprescindível" e "revolucionário" de José Mário Branco

Casa da Música lembra nome "imprescindível" e "revolucionário" de José Mário Branco

A Fundação Casa da Música lembrou esta terça-feira o músico e produtor José Mário Branco como uma figura "imprescindível" e um "revolucionário", sem a qual seria impossível compreender os últimos 50 anos da música portuguesa.

Numa mensagem enviada à Lusa, a Casa da Música recorda que José Mário Branco "foi um revolucionário nas linguagens musicais sofisticadas e modernas (mas não elitistas) que trouxe para a música popular, ao longo de uma carreira profícua, enquanto um dos criadores mais originais da música portuguesa".

"A Casa da Música lamenta o desaparecimento de José Mário Branco e recorda, em especial, a relação que com ele estabeleceu, de forma muito natural, logo na primeira edição do festival Música & Revolução, dedicada, nesse ano de 2007, tanto às revoluções musicais como à Revolução dos Cravos. (Nesse ano, em que se assinalava o 20.º aniversário da morte de José Afonso, recordava-se também o papel histórico de José Mário Branco enquanto autor dos inovadores arranjos para os álbuns 'Cantigas do Maio' e 'Venham Mais Cinco')", pode ler-se no texto.

No espetáculo "Mudar de Vida", estreado precisamente na sala principal da instituição do Porto, "José Mário Branco assumia um papel crítico e denunciador, enquanto membro ativo da sociedade, incluindo mesmo uma reedição (atualizada) do seu tema icónico 'FMI', perante uma Sala Suggia completamente cheia".

"O tema nuclear era o direito à rebelião, proclamando: 'quando a sociedade é injusta, a Revolução é já um princípio de Justiça'", lembrou.

A Casa da Música salienta que "fica a mensagem de José Mário Branco, e fica também o seu valiosíssimo legado artístico, imprescindível para [se compreender] a música portuguesa do último meio século".

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