Cultura

Cavaco Silva prestou homenagem na Basílica da Estrela

Cavaco Silva prestou homenagem na Basílica da Estrela

O presidente da República, Cavaco Silva, deslocou-se, este domingo, à Basílica da Estrela, em Lisboa, para prestar homenagem ao poeta, ensaísta, romancista e tradutor Vasco Graça Moura, falecido aos 72 anos.

O chefe de Estado chegou cerca das 19.55 horas, acompanhado pela mulher, Maria Cavaco Silva, ao local onde Vasco Graça Moura está a ser velado, e onde se encontra igualmente o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier, e o ex-ministro das Finanças Vítor Gaspar.

O Presidente não fez declarações à imprensa, tendo já lamentado, em comunicado, a morte de Vasco Graça Moura, sublinhando a "marca indelével" que deixa na literatura, no debate democrático de ideias e na defesa da cultura.

"Neste momento de luto, rendo a minha homenagem ao homem de letras e ao homem de ação, que deixa uma marca indelével tanto na literatura, como no debate democrático de ideias e na defesa da nossa cultura", lê-se numa mensagem divulgada no "site" da Presidência da República.

Na missiva, o chefe de Estado sublinha que foi com "profundo pesar" que tomou conhecimento da morte de Vasco Graça Moura, "um dos maiores escritores portugueses das últimas décadas e um dos intelectuais que mais contribuíram para a afirmação e a projeção internacional da nossa cultura".

"Poeta e romancista de prestígio abundantemente reconhecido, quer entre nós, quer no espaço europeu, Graça Moura foi também o tradutor de alguns dos grandes autores do Ocidente para a língua portuguesa, a qual enriqueceu como poucos", recorda Cavaco Silva.

Além disso, acrescenta o Presidente da República, o seu dinamismo e a sua criatividade, enquanto responsável por várias instituições ou como deputado ao Parlamento Europeu, "foram decisivos para o reconhecimento da cultura portuguesa além-fronteiras".

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O escritor e tradutor Vasco Graça Moura, de 72 anos, morreu ao fim da manhã de hoje em Lisboa, disse à agência Lusa fonte do Centro Cultural de Belém (CCB).

Poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor de clássicos, Vasco Graça Moura estreou-se nas letras com "Modo mudando", em 1962. Publicou, entre outros, "A sombra das figuras" (1985), "A furiosa paixão pelo tangível" (1987), "Testamento de VGM" (2001) e "Os nossos tristes assuntos" (2006). Reuniu a "Poesia toda", em dois volumes num total de mais de mil páginas, em 2012.

Recebeu o Prémio Pessoa e o Prémio Vergílio Ferreira, os prémios de Poesia do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores, que também lhe atribuiu o Grande Prémio de Romance e Novela, entre outras distinções.

Foi diretor do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian, diretor da Fundação Casa de Mateus, presidente da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

Em janeiro de 2012, substituiu António Mega Ferreira na presidência da Fundação Centro Cultural de Belém.

Era uma das vozes mais críticas do acordo ortográfico.

Na homenagem que a Fundação Gulbenkian lhe dedicou, não hesitou em afirmar: "A poesia é a minha forma verbal de estar no mundo".

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