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Chegou um SAL para consumir sem moderação

Chegou um SAL para consumir sem moderação

Está aí para chegar um disco carregadinho de SAL. A recém-criada banda que roubou o nome ao mais popular dos conservantes e temperos, elemento fundamental na vida do ser humano, junta heranças musicais diferentes que se fundiram na mesma estrada percorrida.

Como um "raio de sol" a irromper pela negritude dos dias que vai vivendo a Cultura e o Mundo em geral, os SAL nasceram da vontade comum de continuar a fazer música quando Diabo na Cruz, onde quatro deles passaram mais ou menos "dez intensos anos", chegou ao fim. Aos companheiros e amigos de longa data Sérgio Pires (voz e braguesa), Daniel Mestre (guitarras), João Gil (baixo) e João Pinheiro (bateria), junta-se agora Vicente Santos (teclados).

"Quando percebemos, naquele último ano, que nos era natural estarmos juntos em palco, que aquilo fazia sentido, foi-nos muito difícil achar que íamos deixar de tocar juntos. Enquanto músicos, podíamos perfeitamente continuar. Foi essa a nossa vontade", contou Sérgio Pires em conversa com o JN, tanto feliz como surpreendido pela boa resposta do público ao primeiro single da banda, lançado durante a manhã.

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"Passo Forte", a primeira canção composta pelos SAL (e escrita pela amiga Lília Esteves, dos Lobo Mau), é uma "transição natural" entre o que já passou e o que ainda vem. "Acima de tudo representa uma resiliência, uma vontade de lutar por algo nosso, por um futuro. É sobre soltar amarras com o passado, olhar para a frente com força e dar passos fortes e assertivos. Ter coragem de arriscar, mesmo sabendo que podemos falhar", descreveu o músico do Porto, que, anos depois, volta a pegar na caneta que enche de letras as canções. E não são coisa pouca: "O primeiro disco está pronto e já estamos a preparar um próximo. É um disco muito à flor da pele, muito acerca deste último ano e meio, quer no mundo quer nas nossas vidas enquanto pessoas, enquanto músicos, enquanto amigos".

Embora haja "muita vontade de mostrar as canções" e imperem as "saudades de estar com as pessoas" e do "friozinho dos dias de concerto", o atual contexto obriga a adaptações e os SAL estão à espera que "o mundo esteja um bocadinho mais calmo" e as pessoas "mais relaxadas" para lançarem o álbum, que ainda não tem data certa.

Haverá obviamente pontos em comum com Diabo - o contrário não seria natural, uma vez que "há pessoas em comum e essas pessoas continuam a ser as mesmas" - "mas não são as mesmas pessoas a escrever as canções e, mesmo musicalmente, há algumas surpresas", lança o guitarrista. Certa mesmo é a promessa da mesma energia em palco deste grupo de amigos que se encontra na comunhão entre o rock e a música popular portuguesa: "Faz parte da nossa na natureza enquanto indivíduos".

O entendimento, a confiança e a cumplicidade entre todos torna o "ambiente de composição saudável", diz Sérgio. "Enquanto banda, tentamos trabalhar o mais democraticamente possível. Toda a gente traz ideias e o seu lado para o conjunto. A colaboração traz um bocadinho de cada um de nós. E todos nós gostamos muito uns dos outros e daquilo que somos enquanto músicos. É importante que toda a gente sinta que a música que fazemos pertence a toda a gente. Aqui sentimos todos a música como nossa, a música é dos SAL."

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