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Coleção de Miró fica em Serralves

Coleção de Miró fica em Serralves

O presidente da Câmara Municipal do Porto anunciou, esta sexta-feira, que a coleção dos quadros de Miró vai ficar, nos "próximos tempos", em Serralves.

A Casa de Serralves abriu hoje a exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose", que apesar de mostrar quase 80 trabalhos de um dos maiores artistas do século XX.

Caberá ao arquiteto Siza Vieira fazer os trabalhos de adaptação para que a coleção possa ficar instalada no local onde está agora exposta.

"Depois de uma prudente ponderação, entendi que esta coleção notável, coerente e indissolúvel, agora sob a tutela da Câmara Municipal do Porto, não poderia, de momento, ficar em melhor lugar do que aqui na Casa de Serralves. Com a pronta concordância da Fundação, posso agora revelar que este novo polo cultural do município ficará instalado nesta casa maravilhosa e queria também dizer que o senhor arquiteto Siza Vieira já aceitou o encargo de transformar esta casa de tal forma a que a coleção possa ficar aqui de forma permanente", declarou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, depois da inauguração da exposição "Joan Miró: Materialidade e Metamorfose".

Por seu lado, a presidente da Fundação de Serralves, Ana Pinho, declarou que a decisão não foi tomada "antes de o assunto ser abordado e também recolher a opinião da diretora do museu de Serralves", pelo que "a todos pareceu que era uma boa decisão".

A coleção em causa, proveniente do antigo Banco Português de Negócios (BPN), "inclui um total de 85 obras de Miró, do ano de 1924 até 1981", nas quais se encontram "desenhos e outras obras sobre papel, pinturas (com suportes distintos)", além de seis tapeçarias de 1973, uma escultura, colagens, uma obra da série "Telas queimadas" e várias pinturas murais.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a Casa de Serralves no Porto é o melhor espaço para acolher a coleção: "Onde melhor deveria ser patenteada esta exposição, testemunho de criatividade e comunismo, tão definidores desse sonho sempre renovado que é Serralves?"

Também António Costa saudou o anúncio, salientando que os bancos podem desaparecer, mas que a criação cultural fica. "Nesta época, onde tantas vezes temos dúvidas sobre a hierarquia dos valores, a história recente desta coleção ajuda-nos a pôr os valores na sua devida hierarquia. Com esta coleção ficámos a saber que os bancos, por muito valiosos que sejam, podem-se ir, mas há algo que fica e que é permanente e de um valor intangível, que é o valor da criação cultural da obra dos 80 quadros que Joan Miró pintou e que nos legou para a nossa fruição", afirmou o primeiro-ministro.

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que a exposição de Miró na Casa de Serralves representa "um dos maiores acontecimentos culturais deste ano na Europa". O presidente do Governo espanhol disse ainda que a sua "satisfação é ainda maior" depois de "saber que esta coleção vai permanecer de forma definitiva no Porto".

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