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Colheita vintage de 1971 deixou marca na música

Colheita vintage de 1971 deixou marca na música

Ano de ressaca e de mudanças, testemunhou uma das mais prodigiosas colheitas da história da música popular - e Portugal não escapou à inspiração.

Estreias fulgurantes, discos finais e trabalhos de consolidação. Mudanças de paradigma na indústria, no consumo de música e no espírito do tempo. Assim foi 1971, "o ano que produziu mais discos influentes do qualquer outro antes ou depois", escreveu o jornalista inglês David Hepworth em "1971 - Never a dull moment: rock"s golden year", livro que traça um panorama histórico, social e artístico desses 12 meses.

Foi a partir da sua leitura, e também da experiência pessoal, que o radialista Álvaro Costa encontra quatro explicações para esse "freak out absoluto" que foi 1971. "Há uma confluência fabulosa de criatividade, de artistas em diferentes fases da carreira e em diversos géneros musicais. A televisão era ainda limitadíssima, mas a rádio começava a explodir e a música era o grande escape para a juventude." Uma terceira explicação prende-se "com o início da cultura da alta fidelidade". E a última, e mais decisiva, "com a profissionalização da indústria, o investimento no marketing, nos managers, na imagem dos artistas e na generalização dos contratos discográficos".

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