Cinema

Começa hoje o 6.º IndieJúnior Porto

Começa hoje o 6.º IndieJúnior Porto

Os mais novos têm o seu festival de cinema até dia 30.

Depois de uma experiência bem-sucedida no quadro do IndieLisboa, realiza-se a partir de hoje, e pela sexta vez, o IndieJúnior Porto - Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil. Como o nome indica, trata-se de uma manifestação dedicada aos mais novos, numa perspetiva lúdica mas também de trabalhar o que se chama a educação pela imagem, criando hábitos de ver cinema nas salas e de apreciar o que de tão maravilhoso tem esta arte das imagens em movimento.

O festival decorrerá no Teatro Rivoli, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, na Casa das Artes, no espaço Maus Hábitos e na Reitoria da Universidade do Porto.

Num programa com meia centena de títulos, destacam-se as duas longas-metragens, "A Traviata, os meus irmãos e eu" e "A travessia". Este último é uma animação coproduzida por França, Alemanha e República Checa, com assinatura de Florence Miailhe. Numa aldeia pilhada na escuridão, uma família é forçada a fugir. Os dois filhos mais velhos, Kyona e Adriel, são separados dos pais e enfrentam a estrada do exílio sozinhos.

Também francês, mas em ficção de imagem real, "A Traviata, os meus irmãos e eu" foi realizado por Yohan Manca e passa-se durante umas férias de verão no sul de França. Nour, de 14 anos, mora com os três irmãos mais velhos e todos cuidam da mãe, que está em coma. Enquanto os outros três geram uma forma de pagar a renda e os medicamentos, Nour põe ópera italiana para a mãe ouvir.

No campo das curtas, são de referir dois títulos portugueses. "Nada se perde", de Leonor Faria Henriques, lida com sentimentos de perda e a forma como os ultrapassar com o foco numa rosa, objeto querido mas perdido. "A menina parada" é da autoria de Joana Toste, uma das animadoras mais experiente do panorama nacional, que conta a história de uma menina que se perde da mãe e recusa-se a sair do lugar. Um polícia impede todos os outros de a obrigarem a mexer-se. A menina parada e o polícia que a guarda param o trânsito e agitam os corações da cidade.

Joana Toste dará também uma conferência, no dia 28, pelas 18 horas, na Casa Comum, onde irá partilhar a experiência profissional sobre a criação de cinema de animação com os que quiserem descobrir mais sobre este universo.

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Nas atividades paralelas do festival não faltarão oficinas para todos. Na oficina Quero Animar! será possível aprender a criar as primeiras animações com a construção de um flipbook com a realizadora Leonor Faria Henriques, enquanto na oficina Meia Dúzia de Ovos - Uma Produção Independente vão poder criar-se objetos analógicos (flipbooks) e digitais (GIF) que comuniquem ideias relacionadas com a biodiversidade. Em O Peixe Palhaço e a Barracuda, os participantes são convidados a desempenhar o papel dos bichos titulares. No Novo Normal será possível celebrar todo o espectro da diversidade da vida.

Um dos desafios do festival é proporcionar a primeira sessão de cinema aos mesmo mais novos. Esta rubrica chama-se Cinema de Colo e regressa ao Rivoli para acolher bebés até três anos de idade.

O encerramento da sexta edição do IndieJúnior Porto terá lugar no Grande Auditório do Teatro Rivoli, no dia 30, a partir das 16.15 horas, com o cineconcerto Quando o Cinema Nasceu. Trata-se de um mergulho em alguns dos filmes mais divertidos da história do cinema mudo e um teste à sua capacidade de arrancar gargalhadas ainda hoje, mais de 100 anos depois, com um misto de prazer, inocência e emoção. Com viola d"arco, José Valente acompanhará esses filmes. Antes do cineconcerto serão anunciados os premiados da edição 2022 do IndieJúnior Porto.

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