Arte do Dia

Como manipular factos?

Pessoas hábeis na manipulação da palavra, da imagem, de sons e da verdade podem ser em igual medida geniais e perigosas. No dia de hoje há uma série de efemérides que contam histórias de manipulação de diferentes tipos.

A Estátua da Liberdade, gigantesca representação da deusa romana Libertas, com uma tocha e uma tábua que evoca a lei, na qual está inscrita a data da Declaração da Independência dos Estados Unidos, chegava a Nova Iorque há 136 anos. Um ícone da liberdade e dos Estados Unidos, e um símbolo de boas-vindas aos imigrantes.

A obra do escultor Auguste Bartholdi foi um presente dos franceses para os seus aliados americanos. Se os imigrantes eram bem-vindos, a história tem-se alterado significativamente ao longo dos anos. Aqui pode ver o documentário da CBS News, acompanhando alguns migrantes na contemporaneidade:

Em 1974, na terra da liberdade, o escândalo político provocado pelo caso Watergate, ao tornar-se público, culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon, do Partido Republicano. Neste mediático caso de corrupção foram indiciadas 69 pessoas, 48 delas condenadas pela justiça.

O escândalo arrancou exatamente há 49 anos, com cinco funcionários da Casa Branca detidos após arrombarem os escritórios do Partido Democrata para fazerem escutas ilegais a membros da oposição. Desta história saíram dois vultos do jornalismo: Bob Woodward e Carl Bernstein, dois repórteres de "The Washington Post" que durante muitos meses estabeleceram ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício Watergate.

Até 2005, a fonte dos jornalistas, conhecida apenas como "Garganta Funda", que delatou que o presidente sabia das operações ilegais, nunca foi revelada. Os dois jornalistas, agora com 77 e 78 anos, tornaram-se figuras de culto do jornalismo de investigação e serão seguramente os mais representados no cinema.

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"Os homens do presidente", de 1976, é uma dessas adaptações, com Dustin Hoffman e Robert Redford nos principais papéis, e também com o ator Ned Beatty, falecido esta semana, no elenco.

Outra das belezas que os jornalistas resgatam é a História. É graças a eles que sabemos como Igor Stravinsky, nascido neste dia, criou "A sagração da primavera". "Vi na imaginação um solene ritual pagão: os sábios anciãos da tribo, sentados em círculo, assistem a uma jovem dançar até morrer. Eles sacrificam-na para aplacar o deus da primavera." Uma composição magistral e um balé ideal para ver, na versão de Les Ballets Russes, antes de nos despedirmos da primavera.

Também neste dia, 16 anos depois do passamento de Stravinsky, nascia Maurits Cornelis Escher, um artista fulcral e um mestre das ilusões óticas. Uma exposição retrospetiva da obra do artista esteve no Porto em 2019. Aqui pode ver um vídeo didático explicando a técnica de Escher, para que possa também manipular as suas imagens:

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