Arte do Dia

Como sobreviver ao verão na cidade

Como sobreviver ao verão na cidade

Uma viagem com Pat Metheny ao volante, filmes militantes nos Açores, paisagens urbanas no Japão e Nova Iorque, e canções que respondem ao calor como deve ser: em câmara lenta.

Através da guitarra e da composição, Pat Metheny leva uma vida longa de arte com rasgos transcendentes. E os últimos e versáteis álbuns não dão o mais pequeno sinal de desinspiração. A viagem encetada nos 13 minutos de "It starts when we disappear" tem dinamismo, vertigem, brisa, atrito, grandiosidade. Foi gravada ao vivo no Sony Hall, em Nova Iorque, em setembro de 2019, e faz parte de um álbum, "Side-Eye - NYC (V1- IV)", prometido para 10 de setembro.

Entre hoje e sábado 31 desenrola-se no Teatro Micaelense, Ponta Delgada, o primeiro NOMA Azores, Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos. Um evento organizado pela Câmara Municipal daquela cidade açoriana, inserido na candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. Há oito longas-metragens a concurso. Hoje passam "Prazer, camaradas!" de João Filipe Costa e "Chico Rei entre nós" de Joyce Prado. Quarta 28 é a vez de "Other conviction" de Juan Manuel Repetto e "Bostofrio" de Paulo Carneiro. Quinta 29 está por conta de "Como el viento" de Raquel Ruiz e "Batida de Lisboa" de Rita Maia e Vasco Viana. Sexta 30, há "Visões do império" de Joana Pontes e "Ophir" de Alxandre Berman e Olivier Pollet. Para dia 31 está reservada uma sessão não competitiva de curtas-metragens com "Novos vizinhos: um só Deus" de Bruno Correia e duas obras de Latifa Said: "La chambre" e "Tahiti". Hoje, amanhã e sexta realizam-se também conversas com atores, realizadores e ativistas. Todas as sessões e conversas têm acesso livre.

Em "The New York Review of Books", Carole Naggar evoca dois fotógrafos essenciais do bulício urbano no Japão renascido depois da Segunda Guerra Mundial: Shomei Tomatsu e Daido Moriyama.

Mantenhamos a narrativa nas cidades e na fotografia, agora em Nova Iorque e nos dias correntes: notando que no controverso filme de culto "Kids" (1995), de Larry Clark, nenhum dos jovens protagonistas retratados no quotidiano é asiático, o fotógrafo Gabriel Chiu criou "Asian kids", reequilibrando as contas na Grande Maçã, ano 2021. A revista "The Face" conta (e mostra) a história.

A fechar, uma rendição ao verão com "Let it flow", da cantora e compositora texana Peyton. Uma canção que ascende langorosamente da terra, r&b e neo-soul em câmara lenta. O álbum de estreia que a acolhe, "PSA" (lançado pela editora Stones Throw, que raramente se engana), também se recomenda.

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