Porto

Cordas, teclas e vozes "que fazem barulho": os destaques de fim de tarde do MIMO

Cordas, teclas e vozes "que fazem barulho": os destaques de fim de tarde do MIMO

O segundo dia do Festival MIMO contagiou vários pontos de referência da cidade do Porto, entre eles o Largo Amor de Perdição, o Jardim da Cordoaria e o Passeio das Virtudes.

A tarde de sábado foi preenchida no já conhecido Festival MIMO e, ao entardecer, Pedro Burmester & o Quarteto de Cordas de Matosinhos geravam uma fila que circundava a Igreja das Carmelitas. Sem um bilhete na mão, restava esperar. Ainda assim, meia hora depois do início, várias pessoas lá permaneciam, na esperança de ainda conseguirem entrar.

Com os lugares sentados completamente ocupados, a igreja não parava de encher e, apesar de atrasado, o pianista - juntamente com um violoncelo, dois violinos e uma viola d'arco - tocou com dinâmica, num constante crescendo e diminuendo, com finais intensos, sendo que nenhum dos músicos foi capaz de estar quieto.

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O concerto foi feito de momentos fortes, expressividade e respirações suspensas. Prova disso foram os grandes e longos aplausos e a atenção do público a cada som que ecoava na igreja.

Do outro lado da rua, no Pátio do Museu da História Natural e da Ciência, pelas 19.30 horas, as "Mulheres que fazem barulho" já se ouviam. Aos pares e acompanhadas de vários instrumentos, como o teclado, a guitarra, a bateria, o acordeão, o baixo e um ukulele, subiram ao palco, no total, dez mulheres - Ana Adeus, Marta Abreu, Lena D"Água, Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Anabela Duarte, Vera Prokic, Sandra Baptista, Mitó Mendes e Carolina Brandão.

O início foi turbulento: problemas na entrada, uma fila a formar-se meia hora antes do concerto e mais um atraso das artistas. Contudo, entre poesia, ópera, uma certa teatralidade, fado à capela e, surpreendentemente, música em francês, russo e em língua mirandesa, as várias artistas juntaram-se com um objetivo comum, o de apelar à união e à partilha. "É bom ver mulheres juntas (no palco e na plateia) e é assim que tem de ser", realçou uma delas.

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