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Homenagem

Cruzeiro Seixas recebe Medalha de Mérito Cultural

Cruzeiro Seixas recebe Medalha de Mérito Cultural

Artur Cruzeiro Seixas, um dos grandes nomes do surrealismo europeu, recebeu esta quarta-feira, das mãos da ministra da Cultura, a Medalha de Mérito Cultural.

A cerimónia, integrada no âmbito das celebrações do centenário da artista, teve lugar na manhã desta quarta-feira na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, onde está patente uma exposição com desenhos que integram o seu espólio.

Para Graça Fonseca "a vida e obra de Cruzeiro Seixas, decano da arte portuguesa e um dos grandes nomes do surrealismo europeu, representam um contributo incontestável para a cultura portuguesa".

Numa nota enviada à Comunicação Social, a ministra da Cultura sublinha ainda que "mais do que a devida homenagem pública que estes gestos representam, é a cultura portuguesa que se eleva ao reconhecer aqueles que nela deixaram o seu registo inapagável, como Cruzeiro Seixas".

A Ministra da Cultura transmitiu ainda a Cruzeiro Seixas que a Medalha de Mérito Cultural por si atribuída constitui "um reconhecimento institucional, mas é também um reconhecimento pessoal de alguém que se junta aos muitos que o admiram e que em si reconhecem um olhar que sempre viu mais longe e mais profundo".

"O que hoje entregamos há muito era sabido por quem o leu e por quem observou o universo interminável da sua obra: que o seu é um dos grandes nomes da cultura portuguesa", disse.

Artur do Cruzeiro Seixas, nascido na Amadora a 3 de dezembro de 1920. Frequentou a Escola António Arroio, onde conheceu Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e Mário Cesariny, a quem se aliou, na cisão do Movimento Surrealista Português, para dar origem ao Grupo Surrealista de Lisboa, com artistas como António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Mário-Henrique Leiria e Pedro Oom, em finais dos anos de 1940.

É autor de uma vasta obra no campo das artes plásticas, mas também na poesia e na escultura.

Está representado nas coleções do Museu do Chiado/Arte Contemporânea, Fundação Calouste Gulbenkian, Biblioteca Nacional de Portugal, Biblioteca de Tomar, Fundação Cupertino de Miranda, Museu Machado de Castro, em Coimbra, Museu Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, entre outros.

Uma das suas últimas exposições esteve patente, emjunho do ano passado, no Museu do Côa". Intitulava-se "Nos labirintos que inventei".

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