Arte

Da Vinci abre guerra entre França e Itália

Da Vinci abre guerra entre França e Itália

Um tribunal italiano impediu à última hora que o "Homem Vitruviano", de Leonardo da Vinci, fosse para França.

A exposição que marca os 500 anos do aniversário da morte de Leonardo da Vinci, no Louvre, em Paris, tem estado recheada de truculentas polémicas. A última é a de um tribunal italiano que proibiu o empréstimo do "Homem Vitruviano", uma das grandes atrações da exposição.

O grupo patrimonial Italia Nostra, associação nacional do património histórico e natural do país, argumentou que o famoso desenho "é demasiado frágil para deixar o país e corre o risco de ser danificado pela iluminação brilhante da exposição".

Por razões de conservação, a obra do século XV só pode ser exibido a cada seis anos, para manter o seu estado, o que impediria que fosse mostrado em Itália, na próxima década.

A decisão do tribunal é apoiada em inúmeros relatórios técnicos, que desaconselharam a transferência da obra, mas abre nova ferida nas relações entre Itália e França.

Numa audiência marcada para 16 de outubro, o Ministro da Cultura italiano, Dario Franceschini, vai defender a sua decisão de emprestar a obra de arte, já que em setembro, como mostra da sua boa-fé nas negociações, assinou um acordo com o seu homólogo francês, Franck Riester, para o empréstimo de várias obras.

No acordo, França concordava emprestar obras de Rafael para uma grande exposição para assinalar o seu aniversário em Itália. "É dever de França e da Itália circular as obras de Leonardo da Vinci e Rafael, quando as condições técnicas permitirem", alegou o ministro.