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Desconectados apresentam "Liberdade Incondicional" ao vivo

Desconectados apresentam "Liberdade Incondicional" ao vivo

A banda Desconectados apresenta o seu álbum de estreia, "Liberdade Incondicional", já este sábado, no festival Super Bock em Stock, em Lisboa. Na quarta-feira partem para o Porto, para um concerto no Plano B. Está prometido muito rock.

O projeto, que levou ao surgimento dos desconectados, teve início há quatro anos e foi liderado pelo guitarrista e diretor musical de Jorge Palma, Pedro Vidal. O mais recente vocalista, faz-se acompanhar de Eurico Amorim nas teclas, Miguel Barros no baixo e Bruno Oliveira na bateria.

O quarteto, que começou com um single em 2020, lançou, em setembro deste ano, o seu primeiro álbum, designado "Liberdade Incondicional". É de mão dada com o rock que surgem 12 canções, as mesmas que dão forma ao disco de estreia.

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O disco conta também com várias colaborações. Não poderia faltar um dueto com Jorge Palma, intitulado de "Frio de Inverno". Pedro Vidal, vocalista dos Desconectados, confessou ao JN ter convidado o seu amigo para cantar a referida música - "Imaginei que se o Jorge cantasse a música ia crescer e ia ganhar imenso", acrescenta .

Com o mesma pretensão, de acrescentar algo à canção e de sentir que "música dita sempre o possível convite ou não para uma parceria", convida também o pianista Mário Laginha para acrescentar o piano ao tema "Se eu Fosse Deus", o letrista Carlos Tê, em que permitiu à banda incluir três do seus temas, já antigos, que ganharam valor neste contexto e o vocalista dos Pluto, Manel Cruz, que forneceu a letra ao instrumental da canção "Turbilhão".

E é a partir deste sábado que irão finalmente começar a apresentar "Liberdade Incondicional", pisando o palco da Sala 2 do Cinema São Jorge, no festival Super Bock em Stock. Na próxima quarta-feira será a vez do Porto, de ouvir os novos temas dos Desconectados, no Plano B. Os bilhetes, dos dois concertos, já estão à venda nos locais habituais.

Nestes concertos de apresentação, a banda irá tocar todos os temas do disco e promete "muita entrega e muita energia". Pretendem "ser livres em palco" e por isso não irão esquecer também o lado mais divertido. Pedro Vidal refere que é nestes concertos que vão perceber um pouco mais da reação do público ao disco, sentir a sua energia e perceber se as músicas funcionam nos palcos: "Espero que sejam noites especiais".

No entanto, os Desconectados não ficam por aqui. Pedro Vidal revelou já estarem a marcar vários concertos, ainda a enunciar, para levar "este disco para a estrada". Para além de que, ao mesmo tempo, o vocalista encontra-se a compor, estando para breve um novo álbum.

Uma "liberdade criativa"

O título do álbum -"Liberdade incondicional"- está relacionado com a liberdade criativa durante o processo de composição e produção. Pedro Vidal revelou que é necessário "deixar as canções crescer, amadurecer, experimentarmos coisas, errarmos, acertarmos noutras e tentar eliminar, do processo, qualquer limite e pequena barreira (como pensar que as pessoas não vão gostar)".

O mais importante para o vocalista está em focar-se na "criatividade e liberdade enquanto músicos", para também acrescentar algo novo.

Apesar do rock estar presente em todos os temas, o álbum apresenta "passagens muito diferentes", incluindo tanto instrumentos mais pesados como a bateria e a guitarra elétrica, ao mesmo tempo que recorrem ao piano. Pedro Vidal refere que esta característica provém novamente da liberdade criativa, sendo que, para o grupo, basta acharem que o tema faz sentido e depois deixar "que as canções nos guiem".

"Não é uma mistura de jazz, pop, rock, hip hop, não é assim tão livre nesse sentido, mas dentro das nossas canções e dentro do disco, de facto, existem várias passagens diferentes, deixando que as canções tenham a sua personalidade", acrescenta o vocalista.

O primeiro projeto a solo de Pedro Vidal

Pedro Vidal, tal como referido anteriormente, é guitarrista e diretor musical de Jorge Palma, mas também é parceiro de estúdio dos Wraygunn e já foi guitarrista dos Blind Zero. Estando sempre associado a um artista ou uma banda, é com os Desconectados que se lança como vocalista e com composições próprias.

"A vontade de compor canções minhas já é uma coisa muito antiga e fui fazendo sempre durante muitos anos, mas fiz mais ligado à língua inglesa", confessa Pedro Vidal, que quis nos últimos quatro anos sair da sua zona de conforto e experimentar compor e cantar em português.

Em contrapartida, enquanto lidera os desconectados, continua ligado aos outros projetos. Vidal assume que há tempo para conciliar tudo, "porque também viver com a música em Portugal tem as suas dificuldades e viver só com uma coisa pode ser difícil", refere, para além de considerar que é uma "escola muito boa se alimentar muito da partilha com outras músicos".

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