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Dimitris Papaioannou e o mapa para o sentido da vida

Dimitris Papaioannou e o mapa para o sentido da vida

Um dos nomes maiores da dança contemporânea regressa ao Porto com "Transverse orientation", uma viagem ao subconsciente. Esta sexta-feira e sábado no Rivoli.

Há um antes e um depois de se assistir a uma criação de Dimitris Papaioannou - nome que traz colado à pele duas etiquetas: o mais jovem encenador da cerimónia dos Jogos Olímpicos de 2004 em Atenas e o primeiro artista a criar uma obra completa para a companhia Tanztheater Wuppertal, erigida em 1973 por Pina Bausch -, mesmo se não se sabe exatamente para onde vai ou, menos ainda, para onde quer ir.

O criador grego desenha uma espécie de "mapa do sentido da vida", mas cria também o "labirinto mental, a ilusão ótica", truques como armadilhas, corredores entre o paraíso e o inferno, como se nos servisse um shot cósmico para nos pôr a sonhar, inconsciência que torna difícil encontrar a porta de saída para o real. Metade da perceção de cada uma das suas peças, surrealistas, abstratas, a roçar o absurdo, cabe ao público. Ninguém tem vida fácil, as imagens sucedem-se num turbilhão vertiginoso, entre o belo e o grotesco, e é preciso correr para não ficarmos pelo caminho.

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