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Dino d'Santiago anda a musicar uma civilização

Dino d'Santiago anda a musicar uma civilização

"Badiu" é o mais comunitário dos discos do cantor. Tem dezenas de participações e continua a ampliar as possibilidades musicais da lusofonia.

Dino d'Santiago vive um pico da sua carreira e vida pessoal. Foi considerado um dos afrodescendentes mais influentes em 2021 numa lista caucionada pela ONU e recebeu a Medalha de Mérito - Grau Ouro da Câmara Municipal de Loulé. Andou em bolandas por debates e programas musicais durante todo o ano. Foi pai de Lucas, que "manifestava a vida" durante a conversa telefónica com o JN. E lançou "Badiu", onde prossegue a redescoberta da herança musical cabo-verdiana. Esta é uma curva que não merece ser achatada, porque Dino tem andado a ampliar Portugal e a lusofonia.

Perguntamos-lhe se é a música ou a mensagem que carrega aquilo que lhe tem dado os focos no último ano. Refazendo a questão, porque ninguém quer saber o que diz um músico medíocre: é a necessidade da indústria produzir estrelas ou o conteúdo que esta estrela em particular tem veiculado? "Felizmente acho que é a minha mensagem que está a passar, mais do que o Dino. Tenho recebido prémios sobre discos quando já estou a trabalhar nos seguintes. Não aponto às distinções quando faço música. E se a minha carreira acabasse agora creio que já deixava um legado: o meu filho não pode vir a ter os mesmos medos que eu tive".

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