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Director da Feira do Livro de Lisboa faz balanço positivo

Director da Feira do Livro de Lisboa faz balanço positivo

O director da Feira do Livro de Lisboa fez este domingo um balanço "positivo" do certame, admitindo que a crise não terá o "afectado muito", ainda que não disponha de dados objetivos sobre a afluência ou o volume de negócios.

Miguel Freitas da Costa falava à agência Lusa a propósito da 81.ª edição da Feira do Livro de Lisboa que termina às 23:00 horas deste domingo e que é a penúltima nos moldes actuais, já que em 2013 será estabelecido um novo projecto.

Embora não disponha de números exactos sobre a afluência de visitantes ou o volume de negócios registados nesta edição da feira, o director do certame diz que a adesão do público "foi bastante impressionante" o que faz "supor que possa ter sido superior à do ano passado".

Sublinhando a "impossibilidade de quantificar o número de visitantes da feira", Miguel Freitas da Costa disse "ter a impressão de que a edição deste ano possa ter tido uma afluência ligeiramente superior à estimativa que foi feita para a edição de 2010, que foi de 300.000 pessoas".

"Pensamos que este ano se ultrapassou aquela estimativa, mas não há dados concretos porque a feira tem muitas entradas, há muita gente que entra e sai e é completamente impossível saber ao certo quantas pessoas a visitam", referiu.

Miguel Freitas da Costa sublinhou ainda ser impossível determinar quantas pessoas visitam o certame este domingo, acrescentando que "habitualmente, o último dia da feira é sempre um dia de muito grande afluência".

Questionado sobre o volume de negócios, o director do certame referiu não dispor igualmente de dados concretos, acrescentando que entre os editores e livreiros há "opiniões diferentes".

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Segundo o responsável, "há quem diga que teve mais volume de vendas do que no ano passado, há quem diga que registou quebras e há que não tenha sentido diferença em relação ao ano passado".

"Contudo, penso que em volume de negócios também não terá andado muito longe do realizado em 2010" - cujo montante desconhece - "e se assim for, apesar de tudo, é bom sentir que em período de crise esta talvez não tenha tido grande expressão na feira", indicou.

"A minha ideia é que globalmente a crise não se fez sentir muito na feira, só se sentiu na medida em que não houve um crescimento, mas já é muito positivo que a feira não tenha registado uma quebra importante", frisou.

Referiu ainda que apesar de condições meteorológicas adversas registadas num fim-de-semana durante o decurso da feira esta não foi muito prejudicada porque nunca fechou.

A 81.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, realizada no Parque Eduardo VII, começou a 28 de Abril. Estiveram presentes 140 participantes em representação de 450 editoras e chancelas, distribuídos por 240 pavilhões indiferenciados além dos pavilhões dos grupos LeYa e do Babel.

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