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Documentário sobre banda portuguesa The Parkinsons estreia-se em Londres

Documentário sobre banda portuguesa The Parkinsons estreia-se em Londres

O documentário "A Long Way to Nowhere", de Caroline Richards, sobre a banda portuguesa de punk rock The Parkinsons, estreia-se hoje em Londres, a cidade que viu nascer "a melhor banda ao vivo de sempre", sublinha a realizadora.

Os The Parkinsons, formados em 2000, em Londres, por três músicos de Coimbra, Afonso Pinto, Victor Torpedo e Pedro Chau, e o escocês Chris Low, cedo conquistaram um lugar na cena musical londrina, muito por culpa das suas atuações, que o crítico do jornal The Guardian Dave Simpson comparou aos concertos iniciais dos Sex Pistols.

Hoje, o documentário é exibido pela primeira vez no Prince Charles Cinema, em Londres, sendo acompanhado por um concerto da banda no Saint Moritz Club, o espaço onde os The Parkinsons atuaram pela primeira vez há precisamente 15 anos.

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"São a melhor banda ao vivo de sempre", disse à agência Lusa a realizadora do documentário Caroline Richards, que encontrou nos concertos cheios de "loucura e energia" a grande motivação para criar este filme - constatação confirmada na altura por jornais ingleses, como o The Independent, que recomendava que The Parkinsons fossem vistos "antes de serem presos".

Para o documentário que agora se estreia, foram recolhidos "imensos" vídeos de concertos em Inglaterra, Portugal e Japão, e entrevistados todos os membros da banda, o seu 'manager', David Barnett, alguns promotores, jornalistas "e amigos e fãs da banda".

O documentário "conta toda a história, desde a "infância" da banda em Coimbra até agora", sendo que grande parte do filme retrata o período de 2001 a 2003, com 2002 a "ser o grande ano", com o lançamento do álbum "A Long Way To Nowhere", produzido por Ben Lurie e Jim Reid, da banda The Jesus and Mary Chain.

O primeiro contacto com a banda surgiu em setembro de 2001, num concerto no Hope & Anchor, em Londres. "Nunca tinha visto nada assim. O concerto foi alucinante - a energia da banda era tão contagiante", conta.

Num segundo concerto, um mês depois, Caroline ficou completamente rendida.

Para a realizadora, esta era a "banda perfeita para filmar, porque o aspeto visual era uma forte componente do seu encanto".

Quando os The Parkinsons inicialmente acabaram, em 2005, Caroline Richards decidiu começar a recolher registos de pessoas que filmaram a banda - "e havia muitos registos" - e, em 2012, aquando do regresso da banda com "Back to Life", a realizadora começou a filmar as entrevistas.

"O que descobri [com este documentário] foi o quanto os The Parkinsons são amados e o quanto significam para as pessoas. Às vezes, um concerto pode ser uma experiência passiva, mas com os The Parkinsons as pessoas sentiam que eram parte do concerto", refere.

"Mais do que rever a história e vida dos The Parkinsons, vemos aqui a nossa passagem à idade adulta", explana Victor Torpedo, salientando que "se havia um sítio onde não esperava ter sucesso era Londres".

Os concertos foram a chave para a aceitação, realça o guitarrista, considerando que a banda formou-se "na altura certa" e que a cidade "estava recetiva" à loucura que levavam para as atuações.

"O mais importante foi a paixão", vincou, lembrando que a entrega era tanta que no espaço de dois meses foram expulsos de três 'clubs' "clássicos" ingleses.

Para além da estreia em Londres, a exibição do documentário já tem datas marcadas para Portugal. A 29 de janeiro roda em Faro, a 06 de fevereiro em Coimbra, e a 30 de abril em Leiria. Todas as exibições são acompanhadas de um concerto da banda.

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