Cultura

"Sacrifícios têm de ser repartidos por todos", lembrou Passos Coelho

"Sacrifícios têm de ser repartidos por todos", lembrou Passos Coelho

O primeiro-ministro garantiu, este sábado, que os "sacrifícios vão valer a pena e que Portugal vai passar esta situação difícil" e que todos, independentemente da sua posição, têm que fazer sacrifícios, reagindo às declarações do PR sobre a sua reforma.

No final da cerimónia de abertura da Guimarães Capital Europeia da Cultura (CEC), Pedro Passos Coelho foi confrontado com as palavras de Cavaco Silva sobre as suas reformas, na sexta-feira, notando "aquilo que todos os portugueses sabem: os tempos que vivemos são duros, mas havemos de passar por eles de cabeça erguida".

O chefe de Governo fez questão de frisar que "todas as pessoas, independentemente da posição que ocupam, fazem sacrifícios importantes. Sejam aqueles que têm reformas maiores sejam os que têm mais pequenas. Os sacrifícios têm que ser repartidos por todos. Não há ninguém que fique de fora".

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"O que eu quero dizer aos portugueses, a começar pelo senhor presidente da República e a acabar em qualquer cidadão em Portugal, é que esses sacrifícios vão valer a pena e que Portugal vai passar esta situação difícil em que está porque há muitas pessoas, famílias e empresas que estão a fazer das tripas coração, a virarem-se para fora, a apostar em novos mercados e podem acrescentar valor à nossa economia", disse.

Passos Coelho quis "dizer a todo o exterior que Portugal não se verga às dificuldade e que fará tudo o que estiver ao seu alcance para conseguir vencer e oferecer um futuro melhor aos portugueses".

Sexta-feira, no Porto, Cavaco Silva disse que aquilo que vai receber como reforma "quase de certeza que não vai chegar para pagar" as suas despesas, valendo-lhe as poupanças que fez, com a mulher, ao longo da vida.

Na altura, Cavaco Silva, que não aufere vencimento como Presidente da República, referiu ainda que irá receber 1.300 euros por mês da Caixa Geral de Aposentações e um montante que disse desconhecer do Fundo de Pensões do Banco de Portugal.

As declarações de Cavaco Silva provocaram uma onda de comentários na rede social, nomeadamente na própria página oficial do chefe de Estado no Facebook.

Cultura "além de todos os orçamentos"

O primeiro-ministro afirmou, ainda, que a cultura está "além de todos os orçamentos" e que mesmo em tempos de crise se justificam investimentos nesta área porque os eventos culturais "são um bem essencial" para o crescimento do país.

À margem da cerimónia de abertura da Capital Europeia da Cultura (CEC) Guimarães 2012, Pedro Passos Coelho afirmou que o Governo está a fazer "ajustamentos" em todas as áreas mas que isso "não significa que possa dispensar-se a valia e aposta na cultura".

Aliás, salientou o primeiro-ministro, "o espectáculo de hoje [sábado] e toda a programação de Guimarães 2012 são uma prova de que apesar de todas as circunstâncias em que vivemos é possível apostar na criação e invenção".

Segundo Passos Coelho, "a cultura está além de todos os orçamentos" lembrando as palavras de Durão Barroso no discurso desta noite de que a cultura "é uma parte significativa" do "rendimento e do Produto Interno Bruto" de Portugal e da Europa.

Por isso, o primeiro-ministro considerou que faz sentido numa altura de crise a aposta na área cultural, porque, explicou, "os eventos culturais são uma bem essencial para o crescimento, não apenas em termos espirituais mas também materiais".

A Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 arrancou, este sábado, com uma cerimónia protocolar no Multiusos de Guimarães na qual estiveram presentes, além de Passos Coelho, Cavaco Silva, Durão Barroso, Assunção Esteves, Isabel Pires de Lima, Gabriela Canavilhas, entre outros convidados.

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