O Jogo ao Vivo

Imprensa internacional

El País" evoca Eduardo Lourenço como "a alma de Portugal"

El País" evoca Eduardo Lourenço como "a alma de Portugal"

Diário espanhol fala do "iberista convicto" e enaltece a sua lucidez única

"Eduardo Lourenço, alma de Portugal". É assim que o jornal espanhol "El País" titula o texto sobre o desaparecimento do "maior filósofo português contemporâneo". "Ninguém como o ensaísta e professor Eduardo Lourenço, que morreu terça-feira, aos 97 anos, soube pensar com tanta lucidez a realidade (e o desejo) de Portugal e os seus vínculos com o mundo e a história".

Sublinhando o facto de Eduardo Lourenço ter nascido perto da fronteira com Espanha (na aldeia de São Pedro de Rio Seco, próximo de Fuentes de Oñoro), e que a sua vida passou por Guarda, Lisboa, Coimbra, mas também no Brasil e em França, o artigo do "El Pais" conclui que "esta errância parece também um dos símbolos da sua portentosa obra ensaística, composta por dezenas de títulos e centenas e ensaios".

"Foi um iberista convicto, grande apreciador da cultura espanhola", prossegue o diário espanhol, relembrando que, entre as muitas homenagens e prémios, Eduardo Lourenço recebeu em Espanha, em 2006, o "Premio Extremadura a la Creación".

"Todos os que tivemos o privilégio de o conhecer, recordá-lo-emos na primeira fila de uma sala de conferências, com um pequeno caderno ou umas páginas nas mãos, tomando notas com uma letra diminuta sobre uma qualquer intervenção. Essa era a sua gigantesca generosidade", escreve o professor universitário espanhol Antonio Sáez Delgado no jornal.

"E com um brilho nos olhos que revelava um olhar sempre irónico, brincalhão com a realidade. Se o futuro é a aurora do passado, como escreveu Teixeira de Pascoaes, a obra de Eduardo Lourenço é a alvorada do pensamento português contemporâneo."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG