Folio celebra "a invenção do futuro e o ócio"

Folio celebra "a invenção do futuro e o ócio"

Mais de meio milhar de autores e criadores rumam a partir desta quinta-feira a Óbidos para a quarta edição do Folio. Com um orçamento mais baixo do que nos anos anteriores, o festival literário aposta na discussão de temas como "o Ócio, Negócio e Invenção do Futuro":

Na sua quarta edição, o Folio - Festival Internacional de Literatura de Óbidos quer discutir, entre esta quinta e o próximo dia 7 de outubro, a hipermodernidade, a crise de identidades, o consumo e os media, o individualismo ou a solidão. Através de conferências, seminários, masterclasses, tertúlias, exposições ou concertos, o "Ócio, Negócio e Invenção do Futuro" vão ser discutidos, ou pelo menos aflorados, por mais de meio milhar de participantes.

Sem um naipe de autores internacionais tão significativo como em anos anteriores, em que participaram Salman Rushdie ou V. S. Naipaul, o Folio reúne, todavia, nomes bem conhecidos dos leitores portugueses. Entre os principais destaques constam uma conversa com Pilar del Rio a propósito do lançamento do livro "Último Caderno de Lanzarote", uma exposição dedicada à ficcionista e poetisa brasileira Hilda Hilst, um curso breve sobre escrita e imaginação dirigido por Gonçalo M. Tavares mas também uma entrevista com Pepetela ou um concerto de Fábia Rebordão.

Mantendo a divisão do programa em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Paralelo), o Folio apresenta uma novidade: o Boémia, um programa noturno dirigido a quem opta por pernoitar na vila.

A diminuição do orçamento, para pouco mais de 200 mil euros, não interfere com a dimensão de um programa, que envolve 185 atividades, 831 horas de duração, 25 concertos e 11 exposições.