Somos todos imensos como uma partícula

Somos todos imensos como uma partícula

Informativo mas também rigoroso, "Da ciência ao amor: pelo esclarecimento espiritual" é o mais recente livro de Luís Portela. Um apelo em forma de livro para que os abismos entre a ciência e a fé deixem de ser tão acentuados,

Convicto de que, como escreveu em 1930 o pensador norte-americano Harvey Spencer Lewis, "o ser humano é uma alma revestida por um corpo e não um corpo animado por uma alma", Luís Portela tem vindo a desenvolver há muitos anos um importante trabalho de divulgação espiritual, procurando sensibilizar o máximo número de pessoas acerca dos inexplicáveis abismos que ainda subsistem entre o mundo da ciência e o da fé.

Não espanta, por isso, que tenha subintitulado o seu novo livro, "Da ciência ao amor", de "esclarecimento espiritual". E elucidações é o que encontramos em abundância nesta obra, parca em páginas mas quase inesgotável no seu conteúdo, tal a profusão informativa nele contida.
Um objetivo parece ter animado em particular o autor de "Ser espiritual": transformar a complexidade das dezenas e dezenas de trabalhos científicos que cita numa linguagem com uma clareza meridiana, acessível, pois, a um leitor comum. A missão revelou-se bem sucedida, a avaliar pela forma veloz como se leem os diversos capítulos que fazem parte de "Da ciência ao amor", em particular os que dizem respeito aos fenómenos psíquicos.

Da transmissão do pensamento às vidas sucessivas, das experiências de quase-morte à regressão, o presidente da Fundação Bial transmite-nos, de forma invulgarmente sustentada, qual o estado atual da investigação científica em relação às diferentes áreas apresentadas. É neste particular que a obra mais surpreende, ao indicar, por exemplo, que "em 35% dos casos confirmados de supostas vidas passadas existiam marcas ou defeitos de nascença que coincidiam com ferimentos ou cicatrizes da personalidade prévia".

O reconhecimento das limitações da ciência - afinal, um gesto de humildade vindo de quem é oriundo dessa área - atravessa boa parte do livro. Não faltam também referências à necessidade imperiosa de os indivíduos se religarem ao espírito, pese embora o apelo permanente ao consumo que percorre a sociedade.

A comunhão entre o espírito e a matéria é o apelo maior lançado por Luís Portela, adepto confesso do chamado Todo Universal. A plenitude, ou completude, a que qualquer ser aspira não deve ignorar, segundo o autor, a noção de que somos feitos de ínfimas partículas de energia.

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