O Jogo ao Vivo

Exclusivo

Esta língua não é para todxs. Nem tod@s. Nem todes

Esta língua não é para todxs. Nem tod@s. Nem todes

O caminho do português para a inclusividade é longo. Estado recomenda uso de termos neutrais.

Na semana passada, celebrou-se o Dia do Trabalhador. E porque não o Dia da Trabalhadora? E a palavra "trabalhadores" é a ideal para englobar toda a gente? Responder a este tipo de questões é uma das faces visíveis do trabalho da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), que entre outras matérias se ocupa do uso da linguagem para minorar as desigualdades de género, como explica Sandra Ribeiro, presidente do organismo.

O fenómeno não é só português. Há semanas, um filho do presidente brasileiro, Eduardo Bolsonaro, referiu-se às colegas deputadas como "pessoas portadoras de vagina". Na mesma semana em Espanha, em dois debates, deputados do Vox referiram-se a quem liderava outras tantas comissões parlamentares como "senhora presidente". Como resposta, uma delas, Pilar Cancela, da Comissão de Igualdade, dirigiu-se a eles como "senhora deputado", aí começando um desaguisado sobre "incoerência gramatical". Sendo que a Real Academia Española admite o uso da palavra "presidenta".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG