Financiamento

Exclusão de Bienal de Cerveira de apoios da DGArtes motiva contestação

Exclusão de Bienal de Cerveira de apoios da DGArtes motiva contestação

A exclusão da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira dos apoios da Direcção-Geral das Artes (DGArtes), está a provocar reações de indignação na região do Alto Minho. Na "vila das artes", como é conhecida Cerveira devido à bienal que ali se realiza desde 1978, o descontentamento é notório.

O autarca local, que preside à Fundação Bienal de Cerveira, Fernando Nogueira já manifestou o seu desagrado, referindo que a decisão "prejudica a cultura e arte no Norte".

O vice-presidente, Vitor Costa, escreveu esta segunda-feira à noite na sua página de Facebook: "Já nos habituaram a estas jogadas (a candidatura é elegível mas não é apoiada)!! Não se preocupem, vai ser feita na mesma... e só para chatear, o Município que venceu em 2019" o Prémio de melhor museu" vai fazer um grande esforço financeiro para realizar com DIGNIDADE aquela que é a mais antiga bienal de arte da península ibérica".

Também o presidente da Câmara de Viana do Castelo e da CIM Alto Minho, José Maria Costa, se pronunciou, considerando a decisão da DGArtes "incompreensível".

"O Alto Minho recebe com estupefação a decisão da DGArtes de não financiar a Bienal de Cerveira. Esta decisão prejudica a programação da mais antiga bienal da península ibérica e de Portugal, mas lesa também uma afirmação cultural descentralizada e fora da capital do país", diz, acresentando: "São decisões destas que prejudicam a coesão territorial e aprofundam as fracturas culturais no nosso país".

E garantiu que "a solidariedade dos municípios do Alto Minho e dos agentes económicos da região vão apoiar a Bienal de Cerveira".

A DGArtes anunciou esta segunda-feira os primeiros resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado Bienal (2020-2021), relativos às áreas da programação e das artes visuais. Neste último sector, só três entidades, todas de Lisboa, terão financiamento.