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Exposição de Joana Vasconcelos encerra como a mais visitada no país

Exposição de Joana Vasconcelos encerra como a mais visitada no país

A exposição de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, em Lisboa, encerra este domingo , ao fim de cinco meses, depois de receber mais de 200 mil pessoas, segundo a organização, afirmando-se a mostra individual mais visitada em Portugal.

Inaugurada a 23 de março, constitui-se como a maior exposição individual da artista, tendo sido comissariada por Miguel Amado.

Inspirada em Maria Pia, figura real que habitou o palácio onde os trabalhos estão expostos, a mostra inclui peças mais conhecidas de Joana Vasconcelos, como "A Noiva", "Coração Independente" ou "Marylin", e outras nunca mostradas em Portugal, como "Lilicoptère", "Perruque" ou "War Games".

No passado dia 13, a empresa responsável pela produção da iniciativa, disse que a mostra se tornara "na exposição individual temporária mais vista de sempre em Portugal, ao atingir o visitante 178 mil".

No início da semana, o número de visitantes aproximava-se já dos 198 mil.

A exposição - que em junho já atingira os cem mil visitantes - resultou de uma parceria entre a empresa privada Everything is New e o Estado português, através da Direção-Geral do Património Cultural.

No ano passado, Joana Vasconcelos bateu o recorde do Palácio de Versalhes, com as 15 obras que levou aos aposentos e aos jardins concebidos por Luís XIV, onde somou mais de 1,6 milhões de visitantes, perto de 1.679.000, de acordo com os dados fornecidos pelo palácio ao atelier da artista.

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Este número colocou a exposição de Joana Vasconcelos como a mais visitada em Paris, nos últimos cinquenta anos, segundo o jornal Le Figaro, que noticiou os dados, no passado mês de janeiro, dando conta de que a mostra ultrapassara os totais obtidos por mestres como Claude Monet ou Salvador Dalí, desde a década de 1960.

Nascida em Paris, em 1971, Joana Vasconcelos vive e trabalha em Lisboa. Em 2010 construiu, no Museu Coleção Berardo, a sua primeira exposição antológica, intitulada "Sem Rede", com 37 peças.

Esta já foi a maior exposição de sempre da artista e uma das mais visitadas em Portugal, com as 167 mil entradas conseguidas em dois meses e meio.

Este ano, a criadora foi a representante de Portugal na Bienal de Veneza, num projeto também comissariado por Miguel Amado.

"Amadeo de Souza-Cardoso: Diálogo de Vanguardas", realizada em 2007, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbekian, em Lisboa, e a retrospetiva dedicada a Paula Rego, em 2004, na Fundação de Serralves, no Porto, com números de visitantes que oscilaram entre pouco mais de 100 mil e os cerca de 157 mil, respetivamente, estão entre as exposições individuais mais visitadas de sempre em Portugal.

Segundo números das próprias instituições, entre as mostras individuais mais vistas no país estão também as dedicadas ao norte-americano Robert Rauschenberg, com 137 mil visitantes, em Serralves, em 2008, e a Frida Khalo, com pouco mais de cem mil visitantes, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em 2006.

Ao longo deste fim de semana, o último da mostra de Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, a exposição teve horários alargados, para permitir o acesso ao "maior número possível de pessoas", de acordo com o comunicado divulgado pela organização, no início da semana.

No sábado, a exposição só encerrou à meia-noite. Este domingo, fica aberta até às 21 horas.

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