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Falar de vinho é falar da nossa cultura

Falar de vinho é falar da nossa cultura

Vivemos tempos controversos, e já sabemos que o futuro será diferente do que era há um mês, mas falar de vinho é falar da nossa cultura.

Recentemente, saiu a notícia de que somos o 12.º país que consome mais "álcool puro" a nível mundial. De acordo com os últimos estudos da World Health Organizacion, temos um consumo per capita de 12,3 litros/ano. Numa vertente europeia, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho refere que somos o pais da União Europeia que mais consome vinho, cerca de 62 litros per capita. Estes dados são normais e nada desconcertantes, e se tivermos em conta a nossa história, o vinho é uma inspiração para o povo português. Dos Descobrimentos às lendas e mitos, o vinho é retratado como um produto que não pode faltar numa mesa portuguesa. Com esta inspiração, e sabendo que muitos estão em casa, decidi apresentar-vos dois vinhos alentejanos tão únicos e distintos quanto as castas que os definem.

Vidigueira - Antão Vaz | Branco | 2018

Comecemos pelo branco. O Vidigueira - Antão Vaz é um vinho fresco, com toques de frutos tropicais e uma acidez extremamente equilibrada, o que lhe permite ser versátil, para consumir sem acompanhamento, com entradas ou acompanhando pratos de peixe ou carne. Falar do Alentejo é falar de calor e planícies. Falar da Vidigueira é falar da casta antão-vaz, "O Branco do Alentejo"!

Vidigueira - Alicante Boushet | Tinto | 2018

Quanto ao tinto, convido-vos a provar o Vidigueira - Alicante Boushet. É uma casta francesa, que no seu país de origem não se revelou muito, mas que no nosso Alentejo tem originado vinhos excecionais. É um vinho de cor carregada, aroma muito intenso a frutos compotados, muito encorpado e complexo, com uma enorme capacidade de envelhecer em garrafa. Só me resta dizer: seja responsável, fique em casa! Beba com moderação.

PARA A SEGUNDA SÉRIE DESTA RUBRICA, O JN DESAFIA OS PRODUTORES A APRESENTAREM OS SEUS VINHOS