Arte do dia

Faz de conta que o Porto é uma cidade

Faz de conta que o Porto é uma cidade

Programa para o fim de semana: parcerias para fintar a solidão, a China em vermelho vivo, os 20 anos da Capital Europeia da Cultura, Leibowitz e Scorsese e Sly e Robbie.

Durante o primeiro confinamento global, Ryuichi Sakamoto foi revelando uma série de peças espectrais, cada uma criada em parceria com um convidado diferente. A série chama-se "Incomplete" e é mais um projeto do percurso de um autor que alterna criações mais líricas e diretas com mergulhos num mistério à beira do silêncio. "Low tide", partilhada com Laurie Anderson e Arto Lindsay, está definitivamente do lado do mistério.

Do Extremo Oriente também chegam instantâneos de exuberância. Trazidos, por exemplo, pelas fotografias de José Farinha. Com vida passada entre o Porto e Londres e várias viagens a outros destinos, Farinha inaugura hoje a exposição virtual "Made in P.R.C.", fruto de três meses na China em 2016, testemunhando uma evolução económica inaudita. "Made in P.R.C." é organizado pelo portuense Mira Fórum e acessível a partir das 21 horas através da respetiva página no Facebook.

O Mira Fórum tem sede física a um passo da Estação de Campanhã. A sede do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, foi a cidade toda. Cumpriu-se esta semana o 20.º aniversário do seu arranque e o JN assinalou a data regressando a alguns dos seus protagonistas e lugares mais emblemáticos. Imagens da Cerimónia Oficial de Abertura estão guardadas na RTP Arquivos e dão conta de uma criança, Inês Pereira, flautista, que declara o arranque do evento a partir do palco do Coliseu. O que será feito de Inês Pereira?

Fran Lebowitz é uma escritora, figura mediática e património material de Nova Iorque. Martin Scorsese apontou a câmara a si próprio e a Lebowitz e assim nasceu "Faz de conta que Nova Iorque é uma cidade", série agora chegada à Netflix. Uma masterclass de opiniões com inteligência.

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Sly & Robbie, que é o mesmo que dizer Sly Dunbar (baterista) e Robbie Shakespeare (baixista), formam uma das cinco secções rítmicas mais telúricas da História. Desde os anos 1970 que injetam Jamaica na música de Grace Jones, Material, Madonna, Serge Gainsbourg, The Rolling Stones, Bob Dylan, etc. Em novembro saiu, com uma discrição inadmissível, o álbum "Red Hills Road". Para sair daqui, e rumo ao fim de semana, a dançar.

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