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Festa do Cinema Francês volta a percorrer o país

Festa do Cinema Francês volta a percorrer o país

Dez cidades de norte a sul do país acolhem mais uma edição, a 23ª, da Festa do Cinema Francês, que decorre a partir desta quarta-feira e se prolonga até 20 de novembro. Louis Malle é o cineasta em destaque.

Já foi há mais de duas décadas que o Instituto Franco-Português organizou a primeira Festa, trazendo até nós o que de melhor se fazia no cinema francês que, por essa altura, em viragem de milénio, se mostrava um pouco arredado dos nossos ecrãs.

A iniciativa, que se realiza desde então por esta altura do ano, gerou um efeito em cascata, já que distribuidores e exibidores de um lado e público em geral de outro, retomaram o gosto pelo cinema falado em francês, que fez parte da cinefilia de tantas gerações anteriores.

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A edição deste ano, integrada na Temporada Portugal-França 2022, começa esta quinta em Lisboa mas, como sempre, estender-se-á por várias outras cidades: Almada (entre quarta e sexta), Coimbra (até sábado), Oeiras (de quinta a domingo no Auditório Municipal Eunice Muñoz e de 17 a 20 de novembro nos Cinemas NOS Oeiras Parque), Porto (7 a 12 de novembro no Teatro Municipal Rivoli, 10 a 15 de novembro no Cinema Trindade e 17 a 20 de novembro no Cinema NOS Alameda), Faro (17 a 20 de novembro), Viseu (17 a 20 de novembro), Évora (17 a 20 de novembro), Lagos (15 a 19 de novembro) e Funchal (17 a 20 de novembro).

A Festa do Cinema Francês gravita entre produções recentes e obras clássicas, dedicando este ano uma grande retrospetiva dedicada a um mestre do cinema francês, Louis Malle, que decorre na Cinemateca Portuguesa, um dos parceiros habituais da Festa, já na próxima semana.

A retrospetiva, que se segue a uma mostra da obra do realizador que decorreu há dias no Festival Lumière, em Lyon, chama-se Louis Malle - O Rebelde Solitário, e vai permitir ver ou rever cerca de três dezenas de títulos da obra do realizador, falecido em 1995, aos 63 anos, mas deixando atrás de si uma obra monumental, entre o documentário e a ficção, a França natal e os Estados Unidos onde se instalaria durante um longo período da sua vida.

Obras como "O Mundo do Silêncio", "Os Amantes" ou "Zazie no Metro", "Menina Bonita" ou "Atlantic City", "Adeus Rapazes", "Os Malucos de Maio" ou "Relações Proibidas", mostram um Louis Malle atento ao mundo à sua volta, ousado e irreverente nas suas narrativas e nos temas que aborda, e sempre rodeado de algumas das atrizes que marcaram o cinema das últimas quatro décadas, como Jeanne Moreau, Brigitte Bardot, Susan Sarandon ou Juliette Binoche.

Mas a Festa é acima de tudo um local de encontro com o novo cinema francês, através de uma série de obras exibidas pela primeira vez no nosso país e que, nos próximos meses, voltarão ao contacto com o nosso público em estreias em sala. De entre os filmes que a Festa revela destacam-se "Irmão e Irmã", o mais recente trabalho de Arnaud Desplechin, "Toda a Gente Gosta de Jeanne", de Céline Devaux, uma coprodução franco-portuguesa que conta com Nuno Lopes num dos protagonistas, ou "Maigret e a Rapariga Morta", adaptação de Simenon pelo veterano Patrice Leconte.

A Festa propõe-nos ainda títulos como "Melhores Amiigas", uma das revelações da última temporada, assinada por Marion Desseigne-Ravel, "Simone - A Viagem do Século", sobre Simone Veil, uma realização de Olivier Dahan, o mesmo de "La Vie en Rose", "Robuste", filme estreia de Constance Meyer, com um inesperado Gérard Dépardieu, "Un Beau Matin", o último filme de Mia Hansen-Love, ou "Um Intruso na Cave", de Philippe Le Guay, um festival de um dos maiores atores franceses das últimas décadas, François Cluzet.

Se decidir ver filmes franceses como estes, e mais alguns do programa, não vai arrepender-se.

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