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Festival MIL: partilhar "talento emergente" e antecipar tendências

Festival MIL: partilhar "talento emergente" e antecipar tendências

De 28 a 30 de setembro acontecem mais de 50 showcases, num alinhamento de artistas que inclui nomes como Cassete Pirata, Filipe Sambado e Tomás Wallenstein, além de after party's e uma convenção

O Festival MIL (re)começa agora; o evento que tem vindo a afirmar-se como um espaço de mostra de talento emergente nacional e internacional recebe, entre 28 e 30 de setembro, mais de 50 concertos, num alinhamento de artistas que inclui, no plano nacional, nomes como Cassete Pirata (na foto), Filipe Sambado, Sereias, Conferência Inferno ou Puta da Silva e num programa que percorre todos os espectros musicais e se espalha por vários espaços da capital.

Mas não é só de música que se faz o MIL Lisboa: o evento pretende ser também um momento de reflexão em torno "das questões urgentes do presente e futuro do mundo da música e da cultura", expressos e debatidos na convenção que o acompanha. Nos dois formatos, concertos e convenção, entre vários espaços de dois locais da cidade, dá-se a "descoberta, promoção, valorização e internacionalização da música popular atual", antecipam-se tendências e provoca-se o importante debate sobre questões que nem sempre são valorizadas no panorama cultural.

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Primeiro, a música: para a edição deste ano estão previstos mais de 50 concertos ou showcases. No entanto, Inês Henriques, da programação do festival, explica ao JN como este é um evento onde não há cabeças de cartaz nem destaques: "O MIL destaca-se por ser um festival sem cabeças de cartaz", apostando numa antecipação de tendências, diversidade e divulgação. "O objetivo é apresentar artistas emergentes internacionais e artistas nacionais nem sempre emergentes" mas que possam ganhar expressão cá dentro e no estrangeiro, refere.

O festival divide-se por vários espaços e a parte musical acontece em seis diferentes salas do Cais do Sodré -Titanic Sur Mer , Music Box, Roterdão, Lounge, B.leza e ETIC (Auditório). "Depois do programa de concertos tanto o Music Box como o Lounge, o B.leza e o Titanic vão ter um programa de after party's; que no fundo é uma continuação do programa de showcases mas mais voltado para a vertente de dança que é acessível a todos os portadores de bilhete", adianta Inês Henriques.

Tomás Wallenstein dos Capitão Fausto, Cassete Pirata, Filipe Sambado, Seria, Anger, Clara!, e David Sabbag são apenas alguns dos nomes do cartaz, que começa com uma residência artística das produtoras Black Mamba, Clara!, Brava e Bleid.

Do outro lado da cidade, no Hub Criativo do Beato, têm lugar a convenção, os debates, masterclasses, workshops. No que toca à convenção, o MIL tocará em questões como a reinvenção da tradição, a criação de espaços e políticas culturais acessíveis, inclusivas e ambientalmente comprometidas, assim como olhará ideias que são agora aplicadas um pouco por todo o mundo para uma melhor integração da economia noturna na vida das cidades.

"Durante o dia, nos dias 28, 29 e 30 no Beato temos efetivamente um programa de convenção, com masterclasses, debates, e workshops mais orientados para a parte prática", explica a programadora.

Este ano, o programa da convenção está dividido numa espécie de quatro conferências dedicadas às referidas temáticas, como as formas de investir na música, políticas culturais, acessibilidade e ética e economia noturna. "Aqui, destacaria a abertura com o Andrew Ogun, que é o Agent For Change do Arts Council do País de Gales: uma função nunca antes tida numa instituição e que visa fixar o compromisso da mesma para criar mais acesso e oportunidades para fundos, para a prática da criação artística para as minorias", conta Inês. A programadora destaca também uma masterclass sobre a acessibilidade e outra do espanhol Iñigo "Kigo" Eloseguié: manager e booker de Alizzz e C. Tangana entre outros, que falará da consciência global para os artistas.

Depois de um ano a meio gás devido à ​​​​​​​covid-19, o MIL 2022 espera regressar este ano à lotação e adesão do público pré-pandemia, "que tem sido consistentemente muita".

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