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Filme de Almodóvar abre 78ª edição do Festival de Veneza

Filme de Almodóvar abre 78ª edição do Festival de Veneza

Penélope Cruz protagoniza "Madres paralelas", o filme com que o cineasta espanhol vai disputar o Leão de Ouro em setembro

Enquanto as salas de cinema, incluindo as portuguesas, exibem a curta-metragem "A Voz Humana" de Pedro Almodóvar, baseado num texto de Jean Cocteau, o cineasta espanhol acabava de rodar um filme sobre "mães imperfeitas" chamado "Madres Paralelas", ao qual caberá abrir a 78ª edição do Festival de Veneza, que decorrerá de 1 a 10 de setembro, anunciou ontem a organização.

No dia 1, o filme que conta com Penélope Cruz no papel principal (mas cujo elenco inclui também as indefetíveis Rossy De Palma e Julieta Serrano, e ainda Milena Smit, Israel Elejalde e Aitana Sánchez Gijón ), tem estreia mundial; no dia 10, véspera do fim do festival, chega às salas em Espanha.

"Nasci como realizador em Veneza em 1983, na secção Mezzogiorno Mezzanotte. Trinta e oito anos depois, a organização chama-me para abrir o Festival. Não consigo explicar a alegria e a honra que isto representa para mim sem cair na autocompaixão. Espero estar à altura", afirmou, em comunicado, o cineasta de 71 anos, que em 2019 recebeu um Leão de Ouro honorário pelo conjunto da sua obra. Agora, Pedro Almodóvar compete na secção oficial da mostra e tentará conquistar, com a sua 24ª longa-metragem, o Leão de Ouro para melhor filme.

Solidariedade feminina e sexualidade descomplexada

Entre 1983 e 2021 houve ainda uma terceira data de glória para Almodóvar em Veneza, que ontem foi recordada pelo diretor do festival, o italiano Alberto Barbera: 1988, o ano de estreia de "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" que saiu daquele certame com o prémio de Melhor Argumento.

Alberto Barbera disse ainda estar feliz pelo "privilégo" de receber "Madres Paralelas", filme que define como sendo "um retrato intenso e sensível de duas mulheres solteiras (que partilham o quarto do hospital) que se confrontam com os temas de uma maternidade não planeada e com mudanças imprevisíveis". O diretor sublinha ainda a reflexão implícita sobre a "solidariedade feminina, a sexualidade vivida em plena liberdade e sem hipocrisia e sobre a necessidade de falar verdade sobre isto."

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O realizador sul-coreano Bong Joon Ho, autor de "Parasitas" (2019), preside, este ano, ao júri daquele que é o festival internacional de cinema mais antigo do mundo e que nunca teve uma única interrupção, nem sequer com a pandemia. Nesta edição, serão distinguidos, pelo conjunto da carreira, o atores e realizador italiano Roberto Benigni e a atriz e ativista norte-americana Jamie Lee Curtis.

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