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Nobel da Literatura para a "coragem" e "perspicácia" de Annie Ernaux

Nobel da Literatura para a "coragem" e "perspicácia" de Annie Ernaux

A Academia sueca atribuiu, esta quinta-feira, o Nobel da Literatura de 2022 à escritora francesa Annie Ernaux, cujo nome integrava a lista de potenciais favoritos. O júri destacou ""a coragem e perspicácia imparcial com que a autora desvenda as raízes".

Com romances como "Os anos", "O acontecimento" ou "Uma paixão simples" - todos eles disponíveis em Portugal - a autora francesa Annie Ernaux, nascida na Normandia há 82 anos, conquistou uma sólida reputação juntos dos leitores e da crítica que diminui o efeito-surpresa causado pela atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao início da tarde desta quinta-feira.

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No curto comunicado lido aos jornalistas, o porta-voz da Academia Sueca destacou "a coragem e a perspicácia imparcial com que desvenda as raízes, as indiferenças e as limitações coletivas das memórias pessoais", No plano formal, o júri deu ênfase à forma como a romancista examina a vida, marcada por fortes disparidades sobre género, linguagem e classe. O seu caminho para a criação autoral foi longo e árduo".

Formada nas universidades de Rouen e de Bordéus em Letras Modernas, Ernaux tornou-se nas últimas décadas uma das vozes mais importantes da literatura francesa, destacando-se por ter uma escrita em que se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes.

Galardoada com o Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) pelo conjunto da sua obra, destacam-se os seus livros Um Lugar ao Sol (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e Os Anos (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do Prémio Man Booker Internacional.

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