Programação

Galeria Municipal do Porto propõe 14 exposições na nova temporada

Galeria Municipal do Porto propõe 14 exposições na nova temporada

Nova temporada inclui 14 exposições, propostas por curadores nacionais e estrangeiros. Galeria cria programa para cativar jovens adultos.

Eclética nas propostas, jovem no espírito, crítica de vocação. Em três traços, talvez se possa caracterizar assim a programação que a Galeria Municipal do Porto (GMP) apresentou sexta-feira à cidade, tendo em vista os próximos 18 meses. Pelo amplo espaço - 1500 metros quadrados divididos por dois pisos -, localizado nos Jardins do Palácio de Cristal, vão passar, entre março de 2020 e agosto de 2021, 14 exposições. Seis são coletivas e ocuparão o piso 0, seis são individuais e tomarão conta da Mezzanine. Duas vão andar fora de portas, a começar pelo Anuário 2019, que chega à Fundação da Juventude, a 5 de março. Uma exposição que é também "uma análise reflexiva sobre as práticas curatoriais e artísticas desenvolvidas no Porto ao longo de um ano", com curadoria de Catarina Miranda, Eduarda Neves, Filipe Marques, Samuel Silva e Simão Bolívar.

A 14 de março, é inaugurada a primeira mostra da nova temporada na GMP. Em "Máscaras (Masks)", os curadores João Laia e Valentinas Klimasauskas olham este objeto de origem ancestral a partir de um tempo, o atual, no qual a identidade e a aparência se oferecem como prementes. A 9 de junho, chega a proposta do jovem Luís Lázaro Matos, artista visual que da triangular Mezzanine vai fazer o seu Triângulo das Bermudas. "Waves and Whirlpools", com curadoria de Martha Kirszenbaum, pode bem ser "um espaço de desaparecimento". Ainda este ano, destaque para "Que horas são que horas", que chega à GMP em setembro. Será o resultado de um desafio lançado a três curadores - José Maia, Paula Parente Pinto e Paulo Mendes - a quem foi pedida uma reflexão sobre a influência que a atividade das galerias de arte do Porto, entre 1950 e 2010, tiveram sobre o contexto artístico nacional. Já Diana Policarpo chega ao Porto em dezembro com uma proposta - "Nets of Hyphae" - que decorre da mesma investigação que lhe valeu o Prémio Novos Artistas EDP no ano passado. O fungo cordyceps sinensis, raiz de sonho e pesadelo extraída em remotos cumes das montanhas da Índia e do Nepal, está no centro da experiência "investigativa e sensorial" proposta pela artista. Já em março de 2021, Chuz Martinez e Filipa Ramos apresentam "Pés de barro", uma exposição onde este material tradicional ganhará força de futuro, reunindo artistas que o têm usado numa perspetiva contemporânea. Filipe Marques encerra a programação em junho com "Pandemic", resultado do desafio lançado ao artista visual para "questionar conceitos víricos". Os tubos de luzes néon tão usados pelo artista, vão voltar a interpelar-nos.

A Galeria Municipal do Porto, que tem Guilherme Blanc na direção artística, vai continuar, na nova temporada, a oferecer ao público encontros informais com os artistas e curadores, visitas guiadas gratuitas no primeiro sábado de cada mês, além dos cursos Coletivos Pláka. Já o Programa Educativo vai sofrer uma inovação com a criação do "PING!", um Programa de Incursão à Galeria dirigido a jovens adultos, do secundário ao superior.

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