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Glória e tragédia de uma geração de rappers

Glória e tragédia de uma geração de rappers

"O que é o clube 27? Nós nem passamos dos 21." Este verso pode ouvir-se em "Legends", tema de 2018 do rapper Jarad Anthony Higgins, conhecido como Juice Wrld, que faleceu no passado dia 8 com uma overdose de Percocet, um potente analgésico. Tinha 21 anos e era uma estrela em ascensão.

A referência ao "clube 27" - designação mórbida para o grupo de artistas rock que perderam a vida aos 27 anos, entre 1969 e 1971, quase sempre em resultado do consumo de drogas (a Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Brian Jones vieram juntar-se, noutras décadas, Kurt Cobain e Amy Winehouse) - e a ideia de que existe um novo "clube", com membros entre os 20 e os 21, não é só uma frase de efeito.

"Legends" é a homenagem a dois outros rappers falecidos com essa idade: Lil Peep, que dizia numa entrevista que a sua geração seria "lendária", foi o primeiro: a 15 de novembro de 2017 foi encontrado morto numa autocaravana antes da sua atuação em Tucson, nos EUA. A causa da morte, aos 21 anos, foi uma overdose de Xanax e Fentanil. A outra "lenda" é XXXTentacion, talvez o mais bem-sucedido desta leva; foi baleado por dois homens que seguiam num SUV quando saía de um stand de motos, a 18 de junho de 2018. Tinha apenas 20 anos.

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