Cultura

Guitarrista Ricardo Parreira tem novo disco

Guitarrista Ricardo Parreira tem novo disco

O guitarrista Ricardo Parreira investigou a viagem do instrumento pela música tradicional, consultou o cancioneiro básico e lançou "Cancionário", o seu novo disco. Neste álbum, deu por companhia à guitarra portuguesa as vozes, o baixo e as percussões.

Em "Cancionário", Ricardo Parreira não se esquece de assumir o fado como base, mas desenvolve essa paixão com contaminações pela música tradicional e popular portuguesa.

Embora se trate de um disco, acima de tudo, dedicado à guitarra portuguesa, desta vez, Ricardo Parreira convida as vozes de Micaela Vaz, Vânia Conde e Marco Oliveira para alguns dos temas e conta com Yami e Joaquim Teles nos coros.

As composições do segundo trabalho em nome próprio são, na sua grande maioria, originais: algumas compostas pelo jovem músico e outra por alguns dos compositores da nova geração como Yami, Marco Oliveira e Hélder Moutinho.

Da recolha do repertório da música popular e tradicional portuguesa, inspirada nas consultas que fez ao trabalho desenvolvido por etnomusicólogos como Michel Giacometti e José Alberto Sardinha, destacam-se "Mi Maruxa", "Gondarem", "Danças Portuguesas nº 2" e "Altos Altentes", entre outros temas imortalizados por intérpretes como José Afonso, Carlos Paredes ou Amália Rodrigues.

"No fundo, este disco é um tributo à música popular portuguesa tradicional. Não podia gravar um trabalho assim sem incluir vozes", justifica o músico. "Cancionário" é também nome do espectáculo que Ricardo Parreira levará, no próximo dia 25, ao Castelo de São Jorge, em Lisboa, e para o qual convidou dois nomes de referência do fado de Coimbra, Machado Soares e Luís Góis, e, ainda, um representante da nova geração da tradição coimbrã, António Ataíde.

O jovem guitarrista diz que compôs temas como "Fábrica do Braço de Prata" e "Mafra Carrilhões" , incluídos em "Cancionário", porque gosta de ter várias imagens na cabeça como fonte de inspiração. "Dá-me gozo compor por imagens e de tentar transportar para a guitarra essas sensações".

Desde que, aos 13 anos, acompanhou pela primeira vez uma fadista profissional, Argentina Santos, que Ricardo Parreira não mais deixou de tocar fado. "Fiz a minha carreira a acompanhar fadistas", sublinha.

De facto, muito antes da sua incursão a solo, sempre colaborou como músico convidado de fadistas como Camané, Ana Moura, Mísia, Helder Moutinho e Mafalda Arnauth, só para citar alguns.

Nascido há 23 anos, no meio de uma família de músicos (o pai é guitarrista e o irmão também), desde tenra idade que a sua formação musical, até passar pelo Conservatório Nacional, foi em redor dos grandes compositores de guitarra portuguesa, desde Carlos e Artur Paredes num conceito mais virado para a guitarra de Coimbra, até aos lisboetas: Armandinho, José Nunes, Francisco Carvalhinho. Mas foi o seu disco de estreia a solo, "Nas velas de uma guitarra - tributo a Fernando Alvim", que acabou por lhe garantir o reconhecimento público.

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