Cultura

"Intelectual sem medo, não hesitava em exprimir discordâncias", diz Nuno Crato

"Intelectual sem medo, não hesitava em exprimir discordâncias", diz Nuno Crato

O ministro da Educação e Ciência lamentou, este domingo, a morte de Vasco Graça Moura que considera um intelectual "brilhante" e "sem medo" que não hesitava em exprimir as suas discordâncias.

"Vasco Graça Moura era um intelectual sem medo, que não hesitava em afrontar com frontalidade o pensamento dominante", refere Nuno Crato, em comunicado, acrescentando que era um "polemista respeitado, não procurava a controvérsia fácil, mas não hesitava em exprimir com clareza as suas discordâncias".

O escritor e tradutor Vasco Graça Moura, de 72 anos, presidente do Centro Cultural de Belém (CCB) desde janeiro de 2012, morreu ao fim da manhã deste domingo, em Lisboa, devido a doença prolongada.

"A Educação perde um literato de grande valor e um incansável defensor de metas ambiciosas para o ensino. Conhecido defensor do estudo dos grandes textos nas nossas escolas, foi uma das vozes que mais alto se ergueram contra a banalidade no ensino da nossa língua e da nossa literatura. Devemos-lhe também esse exemplo", salienta o ministro.

Nuno Crato recorda o "intelectual brilhante, com uma produção literária imensa na poesia, na ficção e na tradução, e com uma intervenção intensa e diversificada no ensaio, na crónica e na polémica" e considera o seu desaparecimento "uma perda irreparável".

Como "um dos grandes nomes" da poesia portuguesa contemporânea, Graça Moura é um dos poetas de leitura recomendada no Programa e Metas de Português do Ensino Secundário e a sua obra Os Lusíadas para Gente Nova, é leitura recomendada nas Metas de Português do Ensino Básico.

Como presidente do CCB, "demonstrou sempre uma grande preocupação com a educação e a ciência" e acolheu pessoalmente várias iniciativas promovidas pelo Ministério da Educação e Ciência.

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