Bienal de Artes Contemporâneas

22 estreias mundiais na segunda edição da BoCA

22 estreias mundiais na segunda edição da BoCA

A 2ª edição da BoCA - Bienal de Artes Contemporâneas - apresentará em Lisboa, Porto e Braga, entre 15 de março e 30 de abril, 22 estreias mundiais, com a participação de 52 artistas portugueses e estrangeiros.

A encenadora e dramaturga espanhola Angelica Lidell vai estrear "Lo Frío y lo Cruel" no improvável Mosteiro de Tibães, em Braga. O baterista californiano, foramado no jazz, Gabriel Ferrandini apresentará a sua primeira criação de palco com texto e encenação, no Teatro Municipal do Porto e no D. Maria II em Lisboa.

O fotógrafo alemão Wolfgang Tillmans (que em 2016 expôs pela primeira vez em Portugal, foi em Serralves com "No Limiar da Verdade") dará o seu primeiro concerto de música eletrónica em Portugal. O coreógrafo novaiorquino William Forsythe apresentará uma instalação de vídeo nas três cidades da Bienal.

A programação completa do evento - que coloca em diálogo as artes visuais, a performance, as artes cénicas e a música - inclui ainda 15 criações em estreia nacional. Entre elas, a do artista plástico Pedro Barateiro e a do escritor Gonçalo M. Tavares.

Ao todo, mais de 40 espaços (teatros, museus, galerias, discotecas, igrejas, monumentos) serão dedicados à Bienal, que este ano escolheu Braga como palco de descentralização da visibilidade dos artistas e dos seus projetos.

Quanto ao programa educativo da bienal, terá como projeto especial uma homenagem à artista plástica Helena Almeida (1934-2018), intitulada "Sente-me, Ouve-me, Vê-me", três obras emblemáticas na carreira da artista.

Nomeado a partir da série homónima da artista, este projeto colocou 15 estudantes - da Escola Superior de Música de Lisboa, da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto, e da Universidade do Minho/Departamento de Música, em Braga -- a trabalhar desde janeiro com três curadores: Ana Cristina Cachola, Delfim Sardo e Filipa Oliveira.