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A beleza improvável de vinhos singulares

A beleza improvável de vinhos singulares

Dois vinhos portugueses que se destacam pela sua surpreendente peculiaridade

É um facto que, quando saímos do nosso "caminho", levamos mais tempo a chegar ao destino. No entanto, chegamos invariavelmente mais "ricos", com outra visão e com mais conhecimento.

Numa época em que cada vez mais existe uma procura por vinhos menos intervencionados - considerando, na minha opinião, que assim sendo, exige ainda mais atenção em todas as fases do processo de criação do vinho -, trago dois vinhos que são fruto desses caminhos outros, feitos sobretudo a "desbravar terreno", numa apresentação que deixa antever parte do que o futuro dos vinhos poderá vir a ser.

Quinta dos Termos | Talhão da Serra | 2014 | 15€

Por um lado, temos o "Quinta dos Termos Talhão da Serra 2014, da casta Rufete, um vinho com cor delicada, pureza aromática, com excelente frescura e tensão, proveniente de uma região fora dos "holofotes", mas criado por uma família "topo de gama". Ao levarmos o vinho à boca, temos uma agradável surpresa, pois a aparente fragilidade que a cor suscita, cor rubi aberto, é desmentida por uma estrutura poderosa, uma boa acidez e um final longo e complexo. O aroma é intenso, complexo, diferente de tudo o que é normal nos tintos atuais.

Pulso Tinto | 2017 | 15€

Por outro lado, temos o "Pulso tinto 2017", um projeto recente de Vítor Claro, com uvas provenientes de vinhas velhas da região de Sintra, maioritariamente Castelão. Num ano quente e seco, conseguiu um registo de cor elegante, de aroma rico e na boca uma frescura sem fim. Pouco álcool (12%), mas muito cheio de tudo.

De vez em quando é bom fazermos uns "desvios" no caminho.

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